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	<title>comportamente &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/comportamente/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "comportamente"</description>
	<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 00:13:29 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

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<title><![CDATA[Sobre o Arthur e seu carro]]></title>
<link>http://marcelasobrenada.wordpress.com/?p=17</link>
<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 16:20:46 +0000</pubDate>
<dc:creator>marcelasobrenada</dc:creator>
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<description><![CDATA[Arthur finalmente conseguiu, comprou o carro que tanho sonhara, só tinha um problema, ele não cons]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Arthur finalmente conseguiu, comprou o carro que tanho sonhara, só tinha um problema, ele não conseguia sair com o carro de dentro de casa,  por mais que tentasse o máximo que conseguia era levantar a carcaça dele e empurra-la da cozinha para o banheiro do banheiro para o quarto do quarto para sala e fazia isso várias vezes ao dia para tentar descobrir o real caminho para rua, aquele que lhe permitiria exibir a suas posses na frente de toda cidade.</p>
<p>Na sala olhava para todos os lados e nada, não podia ver nada comprará um super televisor de 52 polegadas, também em 52 prestações já tendo pago 3 e estava muito orgulhoso da compra, agora podia ver os jogos de futebol mais vezes, mesmo que isso significasse perder quase 4 horas semanais com a família, chegava do trabalho e sentava aos berros no sofá, comia ali, bebia muito, e ás vezes até dormia, a mulher passa todo o seu tempo brigando com ele exceto no horário das 18 as 22hs enquanto fosse o horário sagrado da novela, ali naquele momento nada podia ser dito, crianças chorando eram odiadas para o resto da infância taxadas de manhosas, por quererem a atenção dos pais, telefonemas precisam ser curtos, rápidos e em voz baixa. mas é permitido comer, dormir, relaxar etc, fazer tudo o que Arthur devia fazer com a família, mas com a sua poderosa, querida e amada TV de 52 polegadas compradas em 52 prestações.</p>
<p>Portanto pensou Arthur que mau podia haver na sala, ele tinha feito tudo direitinho para que a sua sala fosse exatamente igual a de 180 milhões de brasileiros, não deixava nada faltar. Então não era ali o problema havia em sua casa em algum outro comodo algo o impedindo de sair de casa com o seu poderoso carro novo para um dia de gloria eterna. Arthur jamais descansaria até encontrar esse problema.</p>
<p>Partiu particularmente empolgado para a cozinha aquela manhã, certamente porque lembrará que era quarta-feirae era o dia que aquela gostosa filha do seu Beto de 16 anos tinha aulas de inglês pela manhã, havendo assim a possibilidade de um encontro, talvez uma carona...</p>
<p>É claro que ele sentia-se um pouco culpado por desejar desse modo uma moça tão jovem, ainda solteira que, com pais sérios e zelosos. Arthur lembrava ainda que na juventude jogou muita bola com o Odair, pai da bela jovem, naquela época os dois ainda rapagotes estavam sempre buscando namoradinhas aqui e ali para beliscar como um lanchinho da tarde, chegando até a trocarem dicas.. "Aquela ali eu já peguei, dá fácil mas não gosta de dá atrás, fica com a Roberta aquela sim não tem vergonha nenhuma na cara" .</p>
<p>Hoje o Arthur beirando os 50 estava ali imaginando se alguém já tinha faturado aquele piteuzinho que por ironia do destino era filha de Odair. Graças a deus ele recebeu apenas o Arthurzinho e o Pedro em sua vida, se acontecesse de ter recebido uma menina sabe-se lá o que seria capaz de fazer pensando no que os outros homens pensariam, quando ela fosse uma piteuzinho como a filha de seu Odair.</p>
<p>Bom, mas para sair e chegar ao piteuzinho ele tinha que encontrar ali na cozinha o que estava o prendendo a casa, e tinha que ser rápido Odair olhou em volta e mais uma vez nada viu, resolveu fazer uma procura mais minuciosa dessa vez olhou o fogão a parte de dentro a de fora e nada, encontrou apenas a panela suja de ovo que ele escondera ali para não lavar, em tempos em que as mulheres exigem direitos iguais, divisão do serviços domésticos era assim, homens como o Arthur buscavam de suas artimanhas para escapar da pia, fechou a tampa do forno do fogão, era obvio que não estava ali o problema abriu a geladeira olhou todas as prateleiras a porta o freezer e nada apenas, ovos, leite, carnes de vários tipos tudo comprado com o VR que ele economizava levando marmita para o escritório. No armário nada também apenas uma porção de doces e chocolates, bolachas de todos os tipos até umas importadas que ele comprou por um preço absurdo no super mercado de um bairro bacana. Por um momento assim olhando tantos doces Arthur sentiu um pouco de saudade do magnifico doce de abóbora com coco da mãe, foram só alguns segundos não passava pela cabeça dele ligar para velha mãe e ter que ouvir ela falar daquela dor que começava no braço e passeava o corpo inteiro dia e noite, de quantas roupas ela já passou e lavo como se alguém se importasse, como se aquilo ali fosse pra mais alguém o mundo de coisas imporantantes que é pra ela, o mundo de Arthur era bem maior, e ele não ia deixar a mãe chateá-lo, pra que doce de abobora quando se tem bolachas importadas.</p>
<p>Ia tentar o banheiro mais uma vez, porque muitas vezes Arthur o deixou de lado por acreditar que em um lugar tão pequeno não podia se esconder nada, além disso era dificil entrar com a carroceria de seu carro ali sem bater em nada. Arthur olhou para dentro do boxe e só lembrou da punheta que tinha batido de manhã pensando no piteuzinho da filha do seu Odair (mas que coisa de novo nela, ta difícil pensar em outra coisa). Na privada também nada, no domingo ele era o rei daquele trono sentava ali pela manhã com o seu jornal e uma caixa de cigarros e ficava oras ignorando as patidas da esposa e dos filhos, respondia apenas aos berros "Essa casa é minha, sou eu quem pago as contas, sou eu quem da duro aqui dentro e eu vou cagar o quanto quiser porque a privada é o banheiro são meus".</p>
<p>Normalmente a esposa do Arthur esbravejava também, lembrava o marido que foi o pai dela quem deu os 40% da entrada da casa, no dia em que eles se casaram como um presente de casamento e também que ela trabalhou duro muitas vezes na vida dia e noite e que se estava desempregada a pouco mais de 1 ano certamente não foi por falta de procurar trabalho de modo que ele devia lembrar também de como ela foi companheira e ajudou nos momentos difíceis sem reclamar, mas nessa hora Arthur já estava fazendo caretas e imitando a cara feia da esposa.</p>
<p>Não não era ali, pensando bem ele tinha ali naquele banheiro bons momentos da vida, talvez fosse o lugar mais harmonioso da casa.</p>
<p>Restava o quarto, mas Arthur estava decidido só ia procurar ali no dia em que a esposa também procurasse, porque os problemas ali não eram só dele, e ele não ia ficar procurando sozinho e tentando resolver enquanto ela ficava naquela má vontade, já tinha feito de tudo, já repetira diversas vezes pra esposa que se ela voltar a se cuidar como antes, como quando trabalhava e andava todos os dias pela cidade toda ele voltaria a ter por ela o mesmo interesse, só queria que ela se arrumasse para ficar dentro de casa, com as pessoas de casa o mesmo que ela se arruma pra ficar com os estranhos na rua. Ele já tinha até mostrado pra ela certa vez como a Ida esposa do finado Augusto era jeitosinha pesar da idade, como estava sempre elegante,  assim com ela mais jeitosinha e se cuidando ele ia quer come-la mais vezes e talvez nenhum dos dois ficasse com o humor tão ácido durante o dia todo. E também que diacho nunca pensou que ia ouvir a mulher reclamar por sexo, o mundo está mudado ela fica dizendo "eu também tenho as minhas necessidades" se o pai do Arthur estivesse vivo pra ver isso ia fica horrorizado, ele tinha dito ao Arthur quando esse tinha 12 anos "Meu filho as mulheres não gostam disso, façaf assim mesmo, contra a vontade delas, diga que é para preservação da espécie" Agora estava ai a danada da sua mulher que gostava mais de sexo do que de lazanha.</p>
<p>Já era 12hs , não tinha saído de casa até aquele horário também não sairia mais, nem poderia aproveitar o dia como queria as únicas pessoas na rua eram crianças e velhas fofoqueiras, ia ficar em casa e tantar a sua saída triunfal mais uma vez na manhã seguinte. Sentou-se no sofá, ligou a tv e gritou pra esposa "Falta muito pra sair o almoço"?.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Como aprendi a abraçar]]></title>
<link>http://liawinter.wordpress.com/?p=272</link>
<pubDate>Sun, 24 Aug 2008 18:26:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Lia Winter</dc:creator>
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<description><![CDATA[

Meu pai, um grande homem que venceu muitos obstáculos internos, sempre este presente, porém numa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://www.ginaalves.kit.net/Abracos/abraco.jpg" alt="" width="269" height="198" /></p>
<p><!--[if gte mso 9]&#62;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &#60;![endif]--><!--[if gte mso 9]&#62;                                                                                                                                            &#60;![endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Meu pai, um grande homem que venceu muitos obstáculos internos, sempre este presente, porém numa presença silenciosa que me causava medo.</p>
<p class="MsoNormal">Sim, eu tinha medo do meu pai quando criança. Eu não aprontava tanto como as outras crianças porque tinha medo dele. Das poucas vezes que chorei foi quando ele me olhava com desaprovação pelo meu gesto incorreto, ele me ensinou a não desapontar.</p>
<p class="MsoNormal">Minha mãe me protegia com seu chá quente nas minhas noites tristes de adolescente, sempre desviava de assuntos sérios e procurava apresentar um lado divertido da vida. Minha mãe, tão ignorante em seu pequeno mundo e tão grandiosa na sua sabedoria de ver o cotidiano com um sorriso. Posso lembrar exatamente das poucas vezes que brigamos. Aquelas brigas que duram algumas horas sem olhar nos olhos. E de repente eu estava deitada em seu colo para ver o Jornal Nacional.</p>
<p class="MsoNormal">Minha mãe não me abraçava. Tampouco meu pai. Assim, das vezes que realizei o gesto não obtive o retorno desejado, mas aprendi que devemos fazer as coisas sem esperar algo em troca.<span> </span>E eles, tão simples, tão intensos e misteriosos foram a base mais sólida que tive, eles também me ensinaram a não desistir.</p>
<p class="MsoNormal">Hoje quando vejo minha mãe – a cada 4 meses em média – ela me abraça e diz que me ama. Meu pai olha nos meus olhos e pergunta se está tudo bem, seguida da frase: “continue forte”.</p>
<p class="MsoNormal">Isso basta, o gesto do abraço foi um grande avanço na minha vida. Hoje sou capaz de abraçar todos que eu gosto, sem vergonha, sem medo.</p>
<p class="MsoNormal">Talvez, inconscientemente, eles só queriam que eu compreendesse a importância das coisas, para eu não transformar um grande abraço em pequeno.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[zambete]]></title>
<link>http://nobine.wordpress.com/?p=57</link>
<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 16:00:43 +0000</pubDate>
<dc:creator>clau p</dc:creator>
<guid>http://nobine.wordpress.com/?p=57</guid>
<description><![CDATA[am testat o chestie elementara: cand merg in magazin, sa imi cumpar de mancare, astept rabdatoare sa]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>am testat o chestie elementara: cand merg in magazin, sa imi cumpar de mancare, astept rabdatoare sa apara vanzatoarea, dupa care arborez un zambet larg si cer produsul dorit, iar la final nu uit sa multumesc. instantaneu expresia doamnelor se modifica si ele devin mai dragute ca de obicei... daca am repetat aceasta procedura de 2-3 ori cu aceeasi persoana, urmatoarea data am fost eu cea intampinata cu un zambet radios... concluziile de rigoare: 1. daca doamnele respective ar invata sa zambeasca profesional, clientii ar pleca multumiti si imaginea firmei ar avea numai de castigat. 2. invata sa zambesti si sa spui multumesc! nici nu stii cate beneficii iti aduce. 3. comportamentele se modifica al naibii de usor, daca gasesti tactica potrivita...</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[LOUISE LABÉ: criatura de papel?]]></title>
<link>http://subrosa3.wordpress.com/?p=267</link>
<pubDate>Fri, 09 May 2008 04:12:39 +0000</pubDate>
<dc:creator>sub rosa</dc:creator>
<guid>http://subrosa3.wordpress.com/?p=267</guid>
<description><![CDATA[CRIATURA DE PAPEL?
                
por  FELIPE  FORTUNA
 
           ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><strong><span>CRIATURA DE PAPEL?</span></strong></p>
<p style="padding-left:30px;line-height:150%;text-align:right;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;"><span style="font-size:small;"><span>                </span></span></span></p>
<p style="padding-left:30px;line-height:150%;text-align:right;margin:0;"><span style="font-size:10pt;line-height:150%;"><span style="font-size:small;"><span>por  <strong><a href="http://www.felipefortuna.com/" target="_blank">FELIPE  FORTUNA</a></strong></span></span></span></p>
<p style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span> </span></p>
<p style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span><span>            </span>Convivi por mais de dez anos com uma mulher fora do comum: além de belíssima, dominava o latim e o italiano e manejava com perfeição o arco-e-flecha. Perfeita amazona, talentosa ao tocar alaúde, essa mulher é uma das poetas mais intensas que se pode ler: e confessou seu amor por um poeta e diplomata quando ainda se encontrava casada com um comerciante da sua cidade natal. Viajante fugaz, artista passável, esse amante deixava a mulher fora de si com sua presença, porém muito mais com as seguidas ausências, que a faziam rimar versos de aguda saudade: “Ó belos olhos, ó olhares cruzados, / Ó quentes ais, ó lágrimas roladas, / Ó negras noites em vão esperadas, / Ó dias claros em vão retornados! (...) / De ti me queixo: esses fogos que trago / No coração causaram muito estrago, / Mas não te queima um lampejo sequer.” </span></p>
<p><span><span>            </span>Essa mulher se chama Louise Labé, viveu e morreu em Lyon entre 1522 e 1566 e seu único livro – <em>Obras</em>, publicado em 1555 –, se transformou num modelo do lirismo apaixonado da Renascença e de todos os tempos. Também se tornou a manifestação pioneira e irradiante do feminismo. Pois, consciente da sua singularidade em meio aos literatos, Louise Labé escreveu que “As severas leis dos homens não mais impedem as mulheres de se aplicarem às ciências e às disciplinas. (...) Aquelas que têm facilidade devem empregar essa honesta liberdade que nosso sexo antigamente tanto desejou para cultivá-las; e mostrar aos homens o equívoco em relação a nós quando nos privavam do bem e da honra que delas podiam vir.” Sua lucidez ia a extremos e flagrava até mesmo o mau comportamento de outras mulheres, que recriminavam os modos liberados (ou libertinos) da poeta. Contra essas mulheres algo invejosas, Louise Labé escreveu em sua “Elegia III”: “Não condeneis de maneira tão rude / Um jovem erro em minha juventude, / Se um erro foi: porém, quem sob o Céu / Se vangloria de jamais ser réu?” Conhecedora dos pontos culminantes dos sentimentos, a poeta compôs ainda a “Disputa de Loucura e de Amor”, impressionante peça teatral acerca das poucas diferenças e das muitas similaridades entres aqueles dois deuses que regem a vida humana.</span></p>
<p><span><span>            </span>Traduzi a obra integral de Louise Labé, finalmente publicada em 1995 numa edição que suponho agora esgotada. Juntei-me assim a um cortejo de admiradores da poeta lionesa, fascinados com sua obra de apenas 24 sonetos, 3 elegias e uma peça. Rainer Maria Rilke, também seu tradutor, considerava a poeta uma das grandes amantes já existentes, cuja força sentimental ultrapassaria o ser amado. Na <em>História da Loucura</em> (1972), Michel Foucault classificou o texto em prosa como crucial para o questionamento da distinção entre razão e loucura, considerada a possibilidade de infiltração de uma na outra. Obviamente, a vida e a obra tão intensas de Louise Labé muitas vezes se enredaram em controvérsias e incompreensões, algumas chocantes. O teólogo Calvino preferiu chamar a poeta de <em>plebeia meretrix</em>, como se estivesse gritando na rua. E até Simone de Beauvoir, em <em>O Segundo Sexo</em> (1949), sentenciou: “Louise Labé era sem dúvida uma cortesã: de todos os modos, teve uma grande liberdade de comportamento.”</span></p>
<p style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span><span>            </span>Nenhuma dessas críticas e opiniões negativas conseguiu abalar o culto em torno àquela obra excelente. Em 2006, porém, a professora Mireille Huchon publicou um livro radical: <em>Louise Labé, Uma Criatura de Papel</em>. Especialista na literatura do século XVI, respeitada docente da Sorbonne, ela formulou a seguinte tese: o único livro de Louise Labé teria sido elaborado por pelo menos três escritores, todos homens, incluindo-se o amante Olivier de Magny; a poeta amorosa seria, portanto, uma invenção de beletristas que pretenderam “louvar Louise”, seguindo a moda iniciada pelo italiano Petrarca ao “louvar Laura” em seus poemas... Em suma: toda a obra de Louise Labé não passaria de uma espetacular impostura, de uma fraude que conseguiu atravessar séculos. Por meio de explicações eruditas e análises que beiram a investigação de um detetive, estaria provado que Louise Labé fora mesmo “uma criatura de papel”, ou uma “mulher de palha” que jamais escrevera um verso.</span></p>
<p style="line-height:150%;text-align:justify;margin:0;"><span><span>            </span>A autoridade de Mireille Huchon – ampliada nas páginas de <em>Le Monde</em> por um artigo de apoio do acadêmico Marc Fumaroli, também especialista na Renascença francesa – pairou por algum tempo, ameaçadora, sobre a convicção de que Louise Labé escreveu sobre seus amores e transmitiu novas idéias. Aos poucos, porém, foi a obra singular que se impôs sobre as dúvidas quanto à existência da escritora: afinal, os documentos demonstram que houve em Lyon uma Louise Labé admirada por outros poetas. Portanto, qual o sentido de fabricar uma escritora a partir de alguém que já existia? Por que uma falsificação coletiva teria perdurado por tanto tempo, sem qualquer suspeição? E qual o propósito artístico da fraude? </span></p>
<p><span><span>            </span>O argumento mais forte contra a tese da “criatura de papel” é, insisto, a existência da obra de Louise Labé: muito superior e mais coerente, na qualidade, na inovação e na sua unidade do que a obra daqueles que teriam elaborado a impostura – entre os quais, o poeta Maurice Scève, chefe literário da sua geração. A obra da poeta, marcante pelo estilo pessoal e por características de pensamento, dificilmente poderia ser produto de um grupo de falsificadores.</span></p>
<p><span><br />
<span><span>            </span>Resta, porém, compreender os esforços de Mireille Huchon, que coletou pacientemente várias presunções e nunca apresentou a prova irrefutável da sua tese. A quimera de Louise Labé se prolongou, na prática, para a quimera das idéias de sua intérprete, que está viva e existe. A professora demonstra todos os defeitos do especialista, que trabalha com os instrumentos técnicos e acadêmicos e nunca se pergunta sobre o significado intrínseco dos versos que leu. Volto à poeta: “Eu vivo, eu morro; no fogo eu me afogo. / No calor sinto o frio que me perfura; / A vida é muito mole e muito dura. / Sinto fastios e alegrias logo.” Ao contrário de Mireille Huchon, eu ainda quero sonhar muitas vezes com Louise Labé.</span></span></p>
<p> </p>
<p> <br />
 =-=-=-=-=-=</p>
<p><strong><span style="font-size:10pt;"><span style="font-size:small;">Jornal do Brasil</span></span></strong></p>
<p><span style="font-size:10pt;"><span style="font-size:small;">Caderno <em>Idéias &#38; Livros</em></span></span></p>
<p><span style="font-size:10pt;"><span style="font-size:small;">Sábado, 12 de abril de 2008</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[5 Livros para ler e um para esquecer.]]></title>
<link>http://recantodaspalavras.wordpress.com/?p=498</link>
<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 02:19:18 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
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<description><![CDATA[A Fátima, do blog Palavras Sussurradas me pediu para citar cinco livros que se deveria ler e um que]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A Fátima, do blog <a href="http://palavrassussurradas.wordpress.com/"><font color="#3366ff">Palavras Sussurradas</font></a> me pediu para citar cinco livros que se deveria ler e um que deveria se esquecer. Não foi difícil indicar os que se devem ler. Agora, diante da lixeira literária que se vê por aí, confesso que pensei bastante para citar apenas um livro que não deveria ser lido. Quase que escrevo um index só de coisas ruins, mas preferi indicar o primeiro que lembro ter detestado. Vamos ver a lista:</p>
<p>Para ler, não importando a ordem, ok?</p>
<p>A) Ensaio sobre a cegueira – José Saramago<br />
B) Humano, Demasiado Humano – Nietzsche<br />
C) O Alienista – Machado de Assis<br />
D) Cem Anos de Solidão – Gabriel Garcia Marquez<br />
E) Mensagem – Fernando Pessoa</p>
<p>Livro para esquecer:<br />
Angélica, a marquesa dos anjos (BLEARGH)</p>
<p align="justify">Cabe aqui uma explicação:<br />
Como eu estava atrás de saber como era o cotidiano da França em séculos passados, caí na asneira de começar a ler esta coisa. Confesso que senti vontade de agir como um inquisidor e mandar este coisa pra fogueira. :)</p>
<p>Indico os seguintes blogs:</p>
<p><a href="http://rosaninauar1964-luzes.blogspot.com/"><font color="#3366ff">Alma Perfumada</font></a><br />
<a href="http://ro-sc.blogspot.com/"><font color="#3366ff">Corações e Segredos</font></a><br />
<a href="http://www.lendo.org/"><font color="#3366ff">Lendo.Org</font></a><br />
<a href="http://badist.blogspot.com/"><font color="#3366ff">Tudo Sobre Um Pouco</font></a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[“A VINDE” si “A CUMPARA” intr-un context mai larg]]></title>
<link>http://liviustroie.wordpress.com/?p=15</link>
<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 14:44:02 +0000</pubDate>
<dc:creator>liviustroie</dc:creator>
<guid>http://liviustroie.wordpress.com/?p=15</guid>
<description><![CDATA[ Ne-am obisnuit sa utilizam termeni ca “a vinde” sau “a cumpara”, cu derivatele lor, atunci]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><font size="3" face="Times New Roman"> </font><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ne-am obisnuit sa utilizam termeni ca “a vinde” sau “a cumpara”, cu derivatele lor, atunci cand ne referim la procese din domeniul comercial, acte sau fapte de comert etc.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Ce putem insa sa intelegem, in situatia in care, aflandu-ne in fata sefului, dupa ce am incercat sa explicam o anume situatie utilizand un spectru larg de abilitati de persuasiune, de la cele native la cele invatate, ni se raspunde “Stii ce, eu nu pot cumpara ceea ce-mi spui. Vinde cui vrei tu, dar nu mie!”</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Nu lucram in domeniu comercial si nicidecum nu vindeam ceva concret sefului .. cel putin nu in mod constient, asadar reactia lui ni se pare cu atat mai stranie...</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In mod sigur insa, incercam sa convingem de justetea argumentatiei noastre, de faptul ca aveam dreptate, ca meritam acea marire de salariu, ca nu am realizat obiectivul convenit din cauze obiective si care nu aveau nicicum de a face cu persoana noastra, ca disputa cu un coleg a fost generata de el etc.</span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">“A VINDE” intr-un context mai larg, inseamna a fi credibil, a fi capabil de a transmite incredere, fermitate si echilibru si de a-i crea interlocutorului o stare de confort si siguranta, tot asa cum “A CUMPARA” inseamna a ne lasa convinsi, influentati, manipulati, a fi mai putin rezistenti la schimbare intr-o interactiune sociala oarecare.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Daca abordarea de mai sus vi se pare cunoscuta si demna de<span>  </span>a fi plasata, exclusiv, in cadrul organizational, ar trebui sa ne amintim de cate ori, copii fiind, am incercat cu mai mult sau mai putin succes, sa “vindem” parintilor nostri argumente in favoarea prelungirii orarului de joaca, a obtinerii unei sume de bani de buzunar sau pentru ne pleda nevinovatia in cazul obtinerii unei note mici la scoala. In aceeasi masura “am cumparat” de la acestia, mai mult sau mai putin, sfaturile bune, indemnurile, povetele.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In calitate de adolescenti, tineri sau adulti ne-am confruntat de multe ori cu situatii in care ne-am “vandut” cu succes sau nu, propria imagine, bunele intentii, buna crestere, experienta acumulata, personala sau profesionala etc., ne-am lasat influentati de sfaturile celor ce ne iubeau sau de atitudinile unui anturaj oarecare.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In cazul vanzarii in sens restrans, comercial, succesul demersului nostru depinde de cat de “pregatiti” suntem si bineinteles de cumparatorii carora ne adresam. El se traduce in bani pentru compania pentru care lucram, castiguri financiare personale, stima sefului, satisfactia clientului. Insuccesul poate fi, cateodata, anticipat, de putine ori, evitat. Efectele sale sunt insa previzibile si usor de cuantificat, aproape totdeauna.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">I</span></span></span></span></font><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">n viata personala, lucrurile nu mai sunt la fel de evidente sau de transparente. Relatia cauza efect, dispare cateodata in negura vremii. Ne-am dori sa cunoastem, cateodata, care este cauza din trecut pentru care, in prezent, traim cine stie ce experienta ciudata, sau defavorabila. Vrem cu ardoare sa cunoastem ceea ce si, mai ales, cum, am putea sa indreptam pentru a stopa si a evita pe viitor astfel de experiente.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">De fapt, ceea ce traim astazi, sunt efecte ale succesului si deopotriva, ale insuccesului nostru in “a vinde” si "a cumpara", pe parcursul intregii noastre existente. </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Clientii nostrii si in aceeasi masura cei ai caror clienti am fost, s-au numit pe rand parinti, bunici, membri familiei extinse, prieteni de joaca, colegi de scoala, educatori, vecini, persoane intalnite intamplator, sefi, colegi de serviciu si lista ar putea continua... in general toti cei cu care am interactionat pana la momentul curent al vietii noastre.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span> </span></span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><span></span></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Se spune ca “suntem suma experientelor noastre” si intr-adevar, profilul caracterial se structureaza in timp, ca urmare a interactiunilor cu toti “clientii” nostri, pe parcursul devenirii.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Asta inseamna ca efectele succesului/insuccesului in procesul de “vanzare” sau de “cumparare” in situatiile din viata noastra, sunt temeinic inradacinate in caracterul nostru si ca atare, prin intermediul sau, fiecare dintre noi, mediaza cu mai multa sau cu mai putina iscusinta relatiile cu semenii (rude, prieteni, colegi, sefi etc.) si se adapteaza mai bine sau mai putin bine, mediului socio-cultural in care traieste.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Atunci cand vorbim de caracterul unui individ, intelegem ansamblul atitudinilor acestuia<span>  </span>ce determina modul sau de orientare si raportare la ceilalti semeni, la societate in ansamblu si la sine insusi.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Caracterul include de asemenea, intr-un sens larg, conceptia generala despre lume si viata a subiectului, ansamblul convingerilor si sentimentelor socio-morale, continutul si scopurile activitatilor si de asemenea, continutul aspiratiilor si idealurilor.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Caracterul se structureaza in timp, prin integrarea in planul cunoasterii, afectivitatii, motivatiei si vointei a ceea ce este SEMNIFICATIV, pentru individ in situatiile, evenimentele si experientele sociale. Ca urmare, CARACTERUL se dezvaluie numai in asemenea imprejurari.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Apreciem ca felul in care ne comportam fata de semenii nostri in diversele roluri pe care ni le asumam (sau nu) pe parcursul vietii noastre, fie ca suntem parinti, educatori, parteneri de viata, sefi, in general persoane care prin natura rolului determina “situatii, evenimente, experiente sociale SEMNIFICATIVE” pentru semenii nostri este extrem de important pentru cei cu care interactionam si pentru noi insine.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">De exemplu este usor sa ne imaginam ca un individ extrem de autoritar, aflat in rolul de tata va determina atitudini ale copilului sau, extrem de rezistente, in acceptarea autoritatii<span>  </span>exercitata de educator, medic, sef sau alte simboluri ale acesteia cu care individul vine in contact. </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">De aici rezulta tot atatea “oportunitati” pentru scaderea stimei de sine, confruntare cu situatii frustrante, experiente traumatizante etc.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">De fiecare data cand vom dori sa schimbam ceva in viata noastra exterioara sa ne intrebam, mai intai, ceea ce trebuie schimbat in NOI pentru ca , asa cum am vazut, interactiunile cu clientii nostri care conjunctural au produs “situatii, evenimente, experiente sociale SEMNIFICATIVE” pentru noi, au determinat sa avem anumite atitudini care au generat comportamente de un anumit fel, ce au atras, la randul lor comportamente similare, deci un anturaj cu o anumita structura, idealuri, aspiratii, care ne influenteaza atitudinile, comportamentul, viata.. </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In astfel de cazuri avem impresia ca situatia este fara sfarsit, ca nu o sa mai scapam niciodata de o persoana antipatica, ca relatia cu seful/colegii/subalternii va fi tot timpul, una tensionata etc.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">Mecanismele descrise mai sus ne modeleaza continuu orizontul de actiune, viitorul imediat, dandu-ne aripi pentru o dezvoltare armonioasa sau dimpotriva “legandu-ne de maini si de picioare” si descoperindu-ne tot felul de obstacole pe parcursul demersurilor intreprinse. </span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"> </span></span></span></span></font></p>
<p><font face="Times New Roman"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:'Book Antiqua';"><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"></span><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;">In final, pledam pentru a trai constient si responsabil printre semenii nostri,<span>  </span>pentru a crea “situatii, evenimente, experiente sociale SEMNIFICATIVE” pozitive pentru noi si ceilalti, pentru ne asuma deopotriva rolul de formatori de caractere si de caractere in formare, determinand si cautand acele experiente pozitive.</span></span></span></span></font></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Liberdade é ficar descalço no escritório]]></title>
<link>http://recantodaspalavras.wordpress.com/?p=343</link>
<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 19:39:38 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
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<description><![CDATA[A liberdade pode ser percebida de diversas formas como, por exemplo, sair por aí sem ter destino ou]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A liberdade pode ser percebida de diversas formas como, por exemplo, sair por aí sem ter destino ou, acredite, tirar o sapato dentro do escritório.</p>
<p align="justify">Em minha opinião esta é uma das maiores formas de liberdade que podem existir. É uma sensação de domínio de suas potencialidades, desprendimento e, simbolicamente, libertação para suas idéias. Também dá um certo ar rebelde e não afeito às convenções.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Bem, certo é que se faz necessário asseio e higiene. Isto sendo observado experimente. Você vai se sentir muito bem.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Eu na cozinha]]></title>
<link>http://recantodaspalavras.wordpress.com/?p=323</link>
<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 22:59:36 +0000</pubDate>
<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
<guid>http://recantodaspalavras.wordpress.com/?p=323</guid>
<description><![CDATA[
Na cozinha eu sou um verdadeiro desastre. Só sei fazer poucas coisas, a saber: café, pudim de lei]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://recantodaspalavras.wordpress.com/2008/02/12/eu-na-cozinha/322/" rel="attachment wp-att-322" title="chefokay.jpg"><img src="http://recantodaspalavras.wordpress.com/files/2008/02/chefokay.jpg" alt="chefokay.jpg" /></a></p>
<p align="justify">Na cozinha eu sou um verdadeiro desastre. Só sei fazer poucas coisas, a saber: café, pudim de leite condensado e sujeira. Lógico que sei fritar ovo. Se isto eu não soubesse, certamente seria total fim de carreira.</p>
<p align="justify">Nestes últimos dias, aqueles em que ficamos de bobeira por causa das férias, fiz um pudim de leite condensado que, modéstia à parte, perde apenas para minha mãe. Não posso dizer que saber cozinhar seja uma herança genética. Meu pai também cozinhava bem. As manhãs de domingo não tinham aquele café com pão tradicional. Comíamos um prato chamado “engodo”, algo que imagino ser do nordeste, pois ele era nordestino. Basicamente era arroz, ovo, cubos de carne, farofa, tomate e cebola. Tudo feito na mesma panela. Tomávamos café para acompanhar em vez de suco ou refrigerante. Não preciso dizer que é gostoso pra caramba e até hoje rola um desses aqui em casa.Meu filho aprecia e minha mulher aprendeu a fazer depois que eu ensinei a receita. Dá pra segurar legal depois da volta de alguma balada, por exemplo.</p>
<p align="justify">Voltando ao pudim, o grande lance para que ele fique com aquele relevo característico é preciso duas etapas no cozimento. A primeira em fogo médio durante uns 45 minutos e outros 45 minutos em fogo quase alto. A única coisa chata é o despertador que ponho para me avisar da hora em que devo dar uma olhada para ver se está legal. Eu sempre levo um susto quando toca.</p>
<p align="justify">Tente, pois de repente dá certo aí também. E nem será preciso dizer Abracadabra para funcionar.</p>
]]></content:encoded>
</item>

</channel>
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