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	<title>politica-externa &amp;laquo; WordPress.com Tag Feed</title>
	<link>http://wordpress.com/tag/politica-externa/</link>
	<description>Feed of posts on WordPress.com tagged "politica-externa"</description>
	<pubDate>Sat, 17 May 2008 15:56:09 +0000</pubDate>

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	<language>en</language>

<item>
<title><![CDATA[Mudança? Não no quintal da América!]]></title>
<link>http://outrapolitica.wordpress.com/?p=63</link>
<pubDate>Mon, 12 May 2008 14:46:50 +0000</pubDate>
<dc:creator>zopassos</dc:creator>
<guid>http://outrapolitica.wordpress.com/?p=63</guid>
<description><![CDATA[Chris Carlson*
Fonte: ZNet, 23 de Março de 2008
Tradução: José Otavio D&#8217;Acosta Passos (Z.O]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>Chris Carlson*<br />
Fonte: <a href="http://www.zcommunications.org/znet/viewArticle/16946">ZNet</a>, 23 de Março de 2008<br />
Tradução: José Otavio D'Acosta Passos (<a href="http://zopassos.wordpress.com">Z.O. na Venezuela</a>, 5 de maio de 2008)</em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;"><strong><a href="http://zopassos.wordpress.com/files/2008/05/obama.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-26" src="http://zopassos.wordpress.com/files/2008/05/obama.jpg?w=300" alt="Barack Obama" width="211" height="155" /></a>As posições reacionárias de Barack Obama para a América Latina</strong></span><br />
<strong></strong><span style="font-size:8pt;"><br />
* Chris Carlson, 27, é um jornalista e ativista político norte-americano. Escreve para Venezuelanalysis.com e Socialistworker.org</span></p>
<p style="text-align:justify;">Enquanto os progressistas dos Estados Unidos estão surfando uma onda de euforia com a esperança Democráta Barack Obama e sua promessa de mudança, as pessoas na América Latina tem muito menos razão para gozá-la. Na verdade, considerando alguns comentários recentes, a América Latina pode esperar inclusive mais agressividade política de Barack Obama do que viu durante o governo Bush.</p>
<p style="text-align:justify;">A América Latina tem sido considerada há muito, como o quintal tanto pelos governantes dos EUA, como pelos críticos do imperialismo americano. Movimentos nacionalistas e revolucionários na América Latina expressam seu desejo de fugir dessa condição, e adquirir um desenvolvimento económico soberano.<!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, os governantes dos EUA, da Doutrina Monroe à Truman, sempre viram a América Latina como uma região estratégica, com vastos recursos naturais e lucrativos mercados, que devem permanecer dentro da influência norte-americana, independentemente da vontade dos povos.</p>
<p style="text-align:justify;">Barack Obama aparentemente tem as mesmas idéias. Algumas semanas atrás, ele expressou-as, chegando inclusive a usar o rótulo “quintal” (“backyard”).</p>
<p style="text-align:justify;">“Nós temos sido tão obcecados com o Iraque e com o Oriente Médio, que temos negligenciado a América Latina, no nosso próprio quintal” disse ele em um discurso de campanha em Alexandria, Estado Virginia. [1]</p>
<p style="text-align:justify;">Ele tem razão. O enfoque no Oriente Médio dado pelo governo Bush, deu algum espaço para que a América Latina respirasse da subversão e do intervencionismo dos EUA, tão comuns ao largo de sua história. No meio tempo, líderes da esquerda chegaram ao poder em toda a região, como nunca antes na série de revoluções democráticas denominadas de “Maré Rosa” (“Pink Tide” [NT1]).</p>
<p style="text-align:justify;">Muitas pessoas de esquerda, tem visto esses acontecimentos como um gigantesco florescer de democracia popular e participação das massas, e uma clara ruptura com as democracias elitistas do passado. As massas têm sido relativamente livres para escolher esquerdistas e líderes nacionalistas nas eleições democráticas, sem que eles fossem derrubados pela intervenção dos EUA, com algumas exceções. [2]</p>
<p style="text-align:justify;">Mas Barack Obama não vê dessa forma. Na realidade, ele aparentemente interpreta esses acontecimentos como problemas, que foram negligenciados pelo governo Bush, como alertou recentemente:</p>
<p style="text-align:justify;">“A China tem enviado diplomatas, especialistas em desenvolvimento económico e fazendo conexões por toda América Latina. Eles tem garantido acordos comerciais e contratos. E nós ignoramos a América Latina para nosso próprio risco. [3]</p>
<p style="text-align:justify;">Em outras palavras, a negligência dos EUA no seu quintal, permitiu que a América Latina tivesse liberdade de comercializar com outros países, como a China; seguramente uma ameaça aos interesses das corporações norte-americanas. Na verdade, a guinada à esquerda da América Latina ameaça os interesses económicos dos EUA à medida em que os países buscam tomar o controle de seus recursos naturais, diversificar suas economias, e romper com a dependencia de importações dos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align:justify;">É, óbviamente, direito de qualquer nação soberana fazer essas coisas, se assim o desejar, e os líderes da América Latina, como Hugo Chávez da Venezuela e Rafael Correa do Equador, argumentariam que essas medidas são absolutamente essenciais para o desenvolvimento da região.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas Barack Obama vê isso como um problema; como resultado do abandono dos EUA na região e aparentemente esperando reverter essas mudanças democráticas na América Latina. Durante a participação em um debate recente, em Austin, no Estado do Texas, ele insinuou que o descuido dos EUA na região, permitiu que líderes como Hugo Chávez, da Venezuela, tivessem liberdade demais.</p>
<p style="text-align:justify;">“Nossa atenção na América Latina foi desviada… Não é nenhuma surpresa, então, que vejamos pessoas como Hugo Chávez e países como a China, ocuparem o espaço, porque nós temos sido negligentes com isso” disse ele. [4]</p>
<p style="text-align:justify;">E Chávez, parece ser um problema particular para Obama; a ponto de levá-lo a incluir a Venezuela na lista de Estados bandidos (“rogue states”), junto com Cuba, Irã e Síria, e expressar sua oposição ao presidente venezuelano em um discurso recente:</p>
<p style="text-align:justify;">“Eu geralmente não concordo com as políticas de Chávez e como ele têm tratado seu povo” disse. [5]</p>
<p style="text-align:justify;">Aparentemente não importa se o povo venezuelano concorda com as políticas de Chávez, e tem mostrado em repetidas ocasiões apoio à ele em eleições democráticas e abertas. Obama evidentemente vê a Venezuela como um “Estado bandido” não porque é uma ameaça à segurança, mas porque “[Chávez] têm usado as receitas petroleiras para trazer problemas aos EUA” como disse recentemente. [6]</p>
<p style="text-align:justify;">Realmente, muitos países latino-americanos têm ficado “loucos” com a idéia de que podem usar seus recursos naturais como queiram, sem precisar respeitar os interesses dos Estados Unidos. A Venezuela de Chávez e a Bolívia de Evo Morales são alguns dos quais nacionalizaram seus recursos naturais, e começaram a usar sua receita como lhes parece correto.</p>
<p style="text-align:justify;">Em especial Hugo Chávez, tem usado as receitas petroleiras da Venezuela para financiar projetos conjuntos com outros países e para incrementar o comércio regional entre os países da América Latina. Suas políticas têm o objetivo de diversificar a economia venezuelana, comprometendo a dependencia da região com os EUA. [7]</p>
<p style="text-align:justify;">Se isso é ao que Obama se refere como trazer problema (“stirring up trouble”), ele tem razão de que essas políticas não atendem aos interesses das corporações norte-americanas, que buscam dominar os mercados e recursos dos países da América Latina. No entanto, os povos da América Latina não deveriam decidir como usar as receitas de seus recursos naturais? Ou essa é uma decisão que deve vir de Washington?</p>
<p style="text-align:justify;">Tudo isso nos faz pensar como Barack Obama pode agir para a América Latina se ele for eleito em Novembro. O senador já disse que está disposto a se reunir com os adversários dos EUA, incluíndo Raul Castro de Cuba e Hugo Chávez da Venezuela, no entanto ele não disse nada sobre se vai ou não continuar a antiga política dos Estados Unidos de subverter governos de esquerda na região.</p>
<p style="text-align:justify;">Realmente, se os comentários de sua assessora para política internacional, Samantha Power, são algum indicativo, não é uma imagem muito promissora. Samantha Power, uma grande defensora dos bombardeios dos EUA na Sérvia, em 1999, se referiu às políticas internas de Chávez como “muito problemáticas” em uma entrevista recente, e sugeriu que Obama estaria procurando mudanças nas políticas venezuelanas.</p>
<p style="text-align:justify;">“Se... Chávez continua a desviar-se do que Obama considera como normas internacionais para a política interna, então isso é um problema”, disse Power. [8]</p>
<p style="text-align:justify;">Power foi além e disse que o governo Obama enfocaria no “que Chávez faz de errado do ponto de vista do povo venezuelano.” Isso pede uma pergunta óbvia: não é tarefa de o povo venezuelano decidir isso?</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, apesar de Obama promover a “mudança” nos Estados Unidos, ele aparentemente não apoia mudanças progressistas no quintal da América. Por mais de um século, a subversão e intervencionismo dos EUA na região tem sido constantes, tanto por parte de governos Democratas como Republicanos, derrubando ou neutralizando toda e qualquer ameaça ao domínio dos EUA. Assim, apesar de ele ser o mais progressista dos candidatos presidenciais, parece muito pouco provável que ele aceite os esforços da América Latina para liberar-se.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao contrário, parece que a maior preocupação de Obama é o declínio da influência dos Estados Unidos na região. Ao contrário do governo Bush, que esteve ocupado com o Oriente Médio, Barack Obama parece convencido a virar o olhar (“gaze” NT2) de Washington para o seu “quintal” do sul.</p>
<p style="text-align:justify;">Ele vem promovendo a criação de uma “nova aliança pelo progresso”, em alusão à política original de John F. Kennedy para frustrar revoluções sociais na América Latina e salvaguardar os interesses e domínio dos EUA. Apesar de esporádicamente criticar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte, NAFTA, (o que recentemente se decubriu que era mera retórica política [9]), Obama também sugeriu que haverá pouca mudança nas ações de Washington pelo livre-comércio, uma doutrina que tem sido amplamente rejeitada pela maioria dos países latino-americanos.</p>
<p style="text-align:justify;">Tudo isso poderia trazer sérias consequências para a expansão de movimentos de esquerda na América Latina, e podería significar um aumento nas ações abertas e ocultas para minar seus governos, inclusive com o aumento do apoio e transferencias financeiras, com respeito ao governo Bush, a grupos de direita alinhados com os EUA e outras forças contra-revolucionárias.</p>
<p style="text-align:justify;">Obama também fez planos para aumentar as forças armadas dos EUA, o que parece significar que ele não teria aversão a ações militares. A assessora principal de Obama para Política Externa, Samantha Power certamente não teria, como ela manifestou em uma entrevista recente:</p>
<p style="text-align:justify;">“Existem desafio à segurança nacional e humanitários lá fora, que exigirão a atenção da América, e às vezes isso exigirá atenção militar” disse ela. [10]</p>
<p style="text-align:justify;">Se os países da América Latina podem esperar algo da presidencia de Barack Obama, é mais atenção de Washington. Se a história serve como indicador, isso não será favorável para a recente onde de revoluções democráticas na região.</p>
<p><span style="font-size:10pt;font-family:Arial;"><strong>Referências:</strong></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;">1.<span> </span>Durante discurso de campanha em Alexandria, Virginia, 10 de Fevereiro, 2008: http://www.youtube.com/watch?v=gopuefFpcx0 (inglês)</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;">2.<span> </span>O ex-presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide e o presidente venezuelano Hugo Chávez são duas raras exceções. O primeiro foi derrubado pelas forças armadas dos EUA em 2004 e o segundo foi temporáriamente deposto em um golpe apoiado pelos EUA em 2002.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;">3.<span> </span>Durante discurso de campanha em Alexandria, Virginia, 10 de Fevereiro 2008: http://www.youtube.com/watch?v=gopuefFpcx0</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;">4.<span> </span>Do Debate Democrático da CNN em Austin, Texas, 21 de Fevereiro, 2008: http://www.cnn.com/2008/POLITICS/02/21/debate.transcript/</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;">5.<span> </span>Durante discurso de campanha em Alexandria, Virginia, 10 de Fevereiro, 2008: http://www.youtube.com/watch?v=gopuefFpcx0 (inglês)</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;">6.<span> </span>Ibid.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;">7.<span> </span>Ver o artigo de Steve Elner, "Using Oil Diplomacy to Sever Venezuela's Dependence," 03 de Outubro de 2007, http://www.venezuelanalysis.com/analysis/2677 </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;">8.<span> </span>Durante uma entrevista em DemocracyNow! em 22 de Fevereiro, 2008: http://www.democracynow.org/2008/2/25/barack_obamas_senior_foreign_policy_adviser</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;">9. Notícia: http://www.startribune.com/politics/national/president/16200437.html</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;">10.<span> </span>Durante uma entrevista em DemocracyNow! em 22 de Fevereiro, 2008: http://www.democracynow.org/2008/2/25/barack_obamas_senior_foreign_policy_adviser</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;">NT1 (nota do tradutor): termo usado nos EUA para descrever a recente onda de eleições de políticos nacionalistas e de esquerda na América Latina.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:8pt;">NT2 (nota do tradutor): olhar fixamente</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Produtores rurais argentinos anunciam retomada de protestos, mas sem bloqueios ]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=1757</link>
<pubDate>Thu, 08 May 2008 11:02:44 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
<guid>http://jobagola.wordpress.com/?p=1757</guid>
<description><![CDATA[Brasília - A titular das Confederações Rurais Argentinas (CRA), Maria Llambías, afirmou que as e]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília - A titular das Confederações Rurais Argentinas (CRA), Maria Llambías, afirmou que as entidades que reúnem os produtores agropecuários da Argentina decidiram retomar os protestos com “medida de força” contra as limitações de exportações de grãos. Assim como foi feito em março, estão previstas mobilizações às margens das rodovias e a suspensão da comercialização de grãos destinados à exportação durante oito dias. Por enquanto, os ruralistas não prevêem o bloqueio de estradas, segundo informou a agência de notícias argentina Telam. </p>
<p class="western"> </p>
<p class="western">A decisão foi tomada depois de uma reunião, realizada na última terça-feira (6), com o chefe de gabinete da Presidência da Argentina, Alberto Fernández, e com o secretário de Agricultura, Javier de Urquiza. De acordo com o titular da Federação Agrária Argentina, Eduardo Buzzi, durante a reunião se falou de temas que estavam dando voltas, que já estavam acertados, mas a suspensão das exportações não entrou na agenda.</p>
<p class="western">O chefe de gabinete lamentou a decisão dos produtores e afirmou que “não é razoável que voltem aos protestos”. Fernández disse que as reivindicações do setor “deveriam ser tema de conversações”. Ele já havia reclamado da pressão dos ruralistas, que, na sua opinião, impediam as negociações. “Para que qualquer acordo funcione, as duas partes têm que dialogar com liberdade e sem pressões, é inadmissível a pressão constante: se não faz o que querem, voltam aos protestos”, disse.</p>
<p class="western">O ministro também lembrou as conseqüências das manifestações de março, que bloquearam estradas e causaram desabastecimento. “O que as pessoas têm que saber é que os 21 dias de protesto significaram para a Argentina aumento na cesta básica superior a 15%”, afirmou. Segundo declarações do ministro, as retenções da exportação de grãos são uma decisão do governo e devem continuar. De acordo com o ministro, o objetivo da reunião era analisar a repercussão do sistema de retenções sobre o mercado futuro de grãos.</p>
<p class="western">Depois da decisão dos produtores rurais, o secretário-adjunto do Sindicato de Motoristas de Caminhões, Pablo Moyano, afirmou que “ou passarão todos os veículos que circulm pelas rodovias argentinas ou não passará nenhum”. Moyano sustentou que “os trabalhadores caminhoneiros não vão voltar a ser reféns de um protesto insólito e injusto, que só procura desabastecer o povo argentino”.</p>
<p class="western">O dirigente sindical explicou que, caso os ruralistas bloqueiem estradas, os caminhoneiros “abandonarão seus veículos cruzados nas rodovias argentinas, se retirarão para suas casas e voltarão quando o bloqueio for suspenso”.<br />
__________<br />
<span style="color:#6c7962;"><a title="Produtores rurais argentinos anunciam retomada de protestos, mas sem bloqueios " href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/07/materia.2008-05-07.9215360018/view" target="_self">Ana Luiza Zenker*<br />
<em>Repórter da Agência Brasil</em> </a></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[GUERRA ENTRE ÍNDIOS E BRANCOS VAI COMEÇAR NOVAMENTE.]]></title>
<link>http://somosjovens.wordpress.com/?p=60</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 13:29:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
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<description><![CDATA[
 
A muito tempo essa apropriação indevida do território indígena pelo prefeito de Pacaraima, n]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"> </p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">A muito tempo essa apropriação indevida do território indígena pelo prefeito de Pacaraima, nada menos do que maior produtor de arroz do estado {usando terras que não são dele para tanto, claro} causa conflitos na região.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Agora causará uma guerra, uma guerra como já foi vista antes. Flechas contra armas de fogo. Lembra muito a invasão dos espanhóis e português a nossa terra, quando ainda primitiva. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Agora temos governo democrático, informação, tecnologia mas que de nada adiantam. Pois a ganância dentro do coração do homem branco continua a mesma e ainda cooptam as mentes de muitos índios. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">E gostaria de não acreditar que a 3ºguerra começará em nossas terras, aos que acham que eu estou exagerando, façam uma reflexão. Qual país em todo planeta tem a maior quantidade de água potável e onde?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/05/05/cimi_acusa_empregados_de_lider_arrozeiro_de_atacar_indios_bala_quartiero_diz_que_eles_so_reagiram-427219905.asp">http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/05/05/cimi_acusa_empregados_de_lider_arrozeiro_de_atacar_indios_bala_quartiero_diz_que_eles_so_reagiram-427219905.asp</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><a href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac167590,0.htm">http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac167590,0.htm</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;">Vídeos relacionados:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><a href="http://br.youtube.com/watch?v=tirZxbVnbjU">http://br.youtube.com/watch?v=tirZxbVnbjU</a><br />
<a href="http://br.youtube.com/watch?v=6fxhVupZWF8">http://br.youtube.com/watch?v=6fxhVupZWF8</a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[GUERRA ENTRE ÍNDIOS E BRANCOS VAI COMEÇAR NOVAMENTE.]]></title>
<link>http://estaomatandoobrasil.wordpress.com/?p=41</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 13:26:30 +0000</pubDate>
<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
<guid>http://estaomatandoobrasil.wordpress.com/?p=41</guid>
<description><![CDATA[A muito tempo essa apropriação indevida do território indígena pelo prefeito de Pacaraima, nada ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">A muito tempo essa apropriação indevida do território indígena pelo prefeito de Pacaraima, nada menos do que maior produtor de arroz do estado {usando terras que não são dele para tanto, claro} causa conflitos na região.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Agora causará uma guerra, uma guerra como já foi vista antes. Flechas contra armas de fogo. Lembra muito a invasão dos espanhóis e português a nossa terra, quando ainda primitiva. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Agora temos governo democrático, informação, tecnologia mas que de nada adiantam. Pois a ganância dentro do coração do homem branco continua a mesma e ainda cooptam as mentes de muitos índios. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">E gostaria de não acreditar que a 3ºguerra começará em nossas terras, aos que acham que eu estou exagerando, façam uma reflexão. Qual país em todo planeta tem a maior quantidade de água potável e onde?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/05/05/cimi_acusa_empregados_de_lider_arrozeiro_de_atacar_indios_bala_quartiero_diz_que_eles_so_reagiram-427219905.asp">http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/05/05/cimi_acusa_empregados_de_lider_arrozeiro_de_atacar_indios_bala_quartiero_diz_que_eles_so_reagiram-427219905.asp</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><a href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac167590,0.htm">http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac167590,0.htm</a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;">Vídeos relacionados:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><a href="http://br.youtube.com/watch?v=tirZxbVnbjU">http://br.youtube.com/watch?v=tirZxbVnbjU</a><br />
<a href="http://br.youtube.com/watch?v=6fxhVupZWF8">http://br.youtube.com/watch?v=6fxhVupZWF8</a>.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"> </p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Agência Brasil]]></title>
<link>http://jobagola.wordpress.com/?p=1730</link>
<pubDate>Tue, 06 May 2008 12:30:04 +0000</pubDate>
<dc:creator>brasilbrasileiro</dc:creator>
<guid>http://jobagola.wordpress.com/?p=1730</guid>
<description><![CDATA[Cesta básica sobe mais que o salário mínimo em 11 capitais

18h39 Último reajuste do mínimo, de]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><a id="titulo_20pts_bold_bitstreamVeraSans" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.6349036563/view"><span style="font-size:large;color:#000000;">Cesta básica sobe mais que o salário mínimo em 11 capitais</span></a></p>
<div style="margin-bottom:9px;">
<div id="sutian_11pts_bitstreamVeraSans_roman"><span class="chapeu1" style="font-size:9px;color:#681818;"><strong>18h39</strong></span> Último reajuste do mínimo, de 9,21%, só foi maior que o aumento da cesta básica em cinco capitais pesquisadas pelo Dieese: Belém, Porto Alegre, Aracaju, Goiânia e São Paulo</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.6560553116/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Lula: alta dos alimentos é "problema bom"</span></a>
</div>
</div>
<p> </p>
<div class="viewlet defaultPortletWrapper materia.2008-05-05.9367651206">
<div id="view_materia" class="viewlet" style="width:375px;">
<div>
<div style="margin-bottom:10px;">
<h5><!-- Link e título da matéria --><a id="titulo_16pts_bold_bitstreamVeraSans" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.9367651206/view"><span style="font-size:small;color:#000000;">Indústria tem maior crescimento<br />
desde 2003 no primeiro trimestre</span></a></h5>
</div>
<div style="margin-bottom:9px;">
<div id="sutian_11pts_bitstreamVeraSans_roman"><span class="chapeu1" style="font-size:9px;color:#681818;"><strong>16h40</strong></span> Dados da CNI mostram alta de 4,9% no nível de emprego e 6,8% na massa salarial em relação ao último trimestre de 2007</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.6730806250/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">CNI prevê crescimento menor no segundo trimestre</span></a>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="viewlet defaultPortletWrapper materia.2008-05-05.8897201822">
<div id="view_materia" class="viewlet" style="width:375px;">
<div>
<div style="margin-bottom:10px;">
<h5><!-- Link e título da matéria --><a id="titulo_16pts_bold_bitstreamVeraSans" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.8897201822/view"><span style="font-size:small;color:#000000;">Parlamentares e funcionários do BNDES podem estar envolvidos em fraudes</span></a></h5>
</div>
<div style="margin-bottom:9px;">
<div id="sutian_11pts_bitstreamVeraSans_roman"><span class="chapeu1" style="font-size:9px;color:#681818;"><strong>20h20</strong></span> Investigação da Operação Santa Tereza também aponta para a participação no esquema do deputado federal Paulo Pereira da Silva, segundo a procuradora da República Adriana Scordamaglia</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.4134165484/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">CGU vai fazer auditoria especial nas contas da UnB</span></a>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="viewlet defaultPortletWrapper materia.2008-05-05.3161287194">
<div id="view_materia" class="viewlet" style="width:375px;">
<div>
<div style="margin-bottom:10px;">
<h5><!-- Link e título da matéria --><a id="titulo_16pts_bold_bitstreamVeraSans" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.3161287194/view"><span style="font-size:small;color:#000000;">Governador diz que confronto entre índios e arrozeiros “não cheira bem”</span></a></h5>
</div>
<div style="margin-bottom:9px;">
<div id="sutian_11pts_bitstreamVeraSans_roman"><span class="chapeu1" style="font-size:9px;color:#681818;"><strong>21h44</strong></span> José Anchieta Júnior, de Roraima, defendeu que a Polícia Federal esclareça os fatos. Dez índios da Reserva Raposa Serra do Sol foram baleados por “jagunços do líder arrozeiro Paulo César Quartiero”, de acordo com o Conselho Indígena</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.0518377578/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Conflitos preocupam ministro Marco Aurélio Mello </span></a>
</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /></span> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.3402454118/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Conselho relata atentado contra índios </span></a>
</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /></span> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.0187352601/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Líder arrozeiro diz que tiros foram revide a flechadas </span></a>
</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /></span> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.4164080003/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Governo vai ao STF contra bloqueio de rios </span></a>
</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;"></div>
</div>
</div>
</div>
<div class="viewlet defaultPortletWrapper materia.2008-05-05.7218884028">
<div id="view_materia" class="viewlet" style="width:375px;">
<div>
<div style="margin-bottom:10px;">
<h5><!-- Link e título da matéria --><a id="titulo_16pts_bold_bitstreamVeraSans" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.7218884028/view"><span style="font-size:small;color:#000000;">Ciência tem opções que dispensam células-tronco, diz pesquisadora</span></a></h5>
</div>
<div style="margin-bottom:9px;">
<div id="sutian_11pts_bitstreamVeraSans_roman"><span class="chapeu1" style="font-size:9px;color:#681818;"><strong>22h54</strong></span> Avanços científicos recentes indicam que é desnecessário usar embriões congelados para obter resultados com células-tronco. A informação é de Alice Teixeira Ferreira, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Biofísica</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.1713091750/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Documento divulgado em Brasília condena pesquisa</span></a>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="viewlet defaultPortletWrapper materia.2008-05-05.3762432516">
<div id="view_materia" class="viewlet" style="width:375px;">
<div>
<div style="margin-bottom:10px;">
<h5><!-- Link e título da matéria --><a id="titulo_16pts_bold_bitstreamVeraSans" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.3762432516/view"><span style="font-size:small;color:#000000;">Ciclone deixa 1,6 mil desabrigados em SC</span></a></h5>
</div>
<div style="margin-bottom:9px;">
<div id="sutian_11pts_bitstreamVeraSans_roman"><span class="chapeu1" style="font-size:9px;color:#681818;"><strong>17h51</strong></span> Passagem de ciclone extratropical no estado já deixou oito municípios em situação de emergência, segundo a Defesa Civil</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.5007235573/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Acidente em mina de carvão: resgatados dois corpos </span></a>
</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /></span> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.2212749192/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Naufrágio no Amazonas: número de mortos chega a 17</span></a>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="viewlet defaultPortletWrapper materia.2008-05-05.2183221396">
<div id="view_materia" class="viewlet" style="width:375px;">
<div>
<div style="margin-bottom:10px;">
<h5><!-- Link e título da matéria --><a id="titulo_16pts_bold_bitstreamVeraSans" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.2183221396/view"><span style="font-size:small;color:#000000;">Brasil, Argentina e Colômbia pedem diálogo franco e amplo na Bolívia</span></a></h5>
</div>
<div style="margin-bottom:9px;">
<div id="sutian_11pts_bitstreamVeraSans_roman"><span class="chapeu1" style="font-size:9px;color:#681818;"><strong>19h26</strong></span> Países querem a preservação da institucionalidade democrática e a integralidade territorial da Bolívia, assim como a canalização das dificuldades que afetam o país</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.7658005813/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Para deputado, favoráveis à autonomia saíram derrotados </span></a>
</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /></span> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.7725282812/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Apuração parcial aponta vitória do sim</span></a>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="viewlet defaultPortletWrapper materia.2008-05-05.0177061451">
<div id="view_materia" class="viewlet" style="width:375px;">
<div>
<div style="margin-bottom:10px;">
<h5><!-- Link e título da matéria --><a id="titulo_16pts_bold_bitstreamVeraSans" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.0177061451/view"><span style="font-size:small;color:#000000;">Fiscais da Receita mantêm<br />
operação padrão em Cumbica</span></a></h5>
</div>
<div style="margin-bottom:9px;">
<div id="sutian_11pts_bitstreamVeraSans_roman"><span class="chapeu1" style="font-size:9px;color:#681818;"><strong>17h56</strong></span> Carlos Marconi, do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Unafisco), disse que há carga na pista, exposta à chuva, e filas de caminhões aguardando para descarregar no setor de exportação</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="viewlet defaultPortletWrapper materia.2008-05-05.2341609596">
<div id="view_materia" class="viewlet" style="width:375px;">
<div>
<div style="margin-bottom:10px;">
<h5><!-- Link e título da matéria --><a id="titulo_16pts_bold_bitstreamVeraSans" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.2341609596/view"><span style="font-size:small;color:#000000;">Dilma diz que não vê obstáculo<br />
em falar sobre dossiê no Senado</span></a></h5>
</div>
<div style="margin-bottom:9px;">
<div id="sutian_11pts_bitstreamVeraSans_roman"><span class="chapeu1" style="font-size:9px;color:#681818;"><strong>19h02</strong></span> “Não tenho nenhum obstáculo", afirmou a ministra da Casa Civil, que vai depor quarta-feira na Comissão de Infra-Estrutura</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.8638254439/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Garibaldi: depoimento pode ajudar CPI mista dos cartões</span></a>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="viewlet defaultPortletWrapper materia.2008-05-05.9614303002">
<div id="view_materia" class="viewlet" style="width:375px;">
<div>
<div style="margin-bottom:10px;">
<h5><!-- Link e título da matéria --><a id="titulo_16pts_bold_bitstreamVeraSans" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.9614303002/view"><span style="font-size:small;color:#000000;">Termelétricas movidas a gás e<br />
carvão continuam em funcionamento</span></a></h5>
</div>
<div style="margin-bottom:9px;">
<div id="sutian_11pts_bitstreamVeraSans_roman"><span class="chapeu1" style="font-size:9px;color:#681818;"><strong>17h44</strong></span> Governo vai desligar só as usinas a óleo e a diesel para manter a segurança do sistema elétrico e porque o Brasil vai fornecer energia para a Argentina, disse o ministro Edison Lobão</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.0256082527/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Lula: consumidor deve denunciar aumento de gasolina</span></a>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="viewlet defaultPortletWrapper materia.2008-05-05.4238059193">
<div id="view_materia" class="viewlet" style="width:375px;">
<div>
<div style="margin-bottom:10px;">
<h5><!-- Link e título da matéria --><a id="titulo_16pts_bold_bitstreamVeraSans" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.4238059193/view"><span style="font-size:small;color:#000000;">Brasil dá exemplo no combate<br />
à desertificação, diz ministra</span></a></h5>
</div>
<div style="margin-bottom:9px;">
<div id="sutian_11pts_bitstreamVeraSans_roman"><span class="chapeu1" style="font-size:9px;color:#681818;"><strong>16h20</strong></span> Marina Silva (Meio Ambiente) ressaltou, no entanto, que ainda há muito a ser feito para acabar com o problema</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.9015634695/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Marina defende produção de biocombustíveis </span></a>
</div>
</div>
<div style="margin-top:3px;margin-bottom:3px;">
<div style="font-size:9px;font-style:normal;font-family:'trebuchet MS';"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;"><img class="img_padding" src="http://stream.agenciabrasil.gov.br/img/leiamais.gif" alt="conteúdo relacionado" /></span> <a id="veiculada_10pts_bitstreamVeraSans_roman" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/05/materia.2008-05-05.5656478622/view"><span style="color:#436976;font-family:Verdana;">Ela prevê dificuldade para combater desmatamento</span></a></div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mudança? Não no quintal da América!]]></title>
<link>http://zopassos.wordpress.com/?p=25</link>
<pubDate>Mon, 05 May 2008 22:56:52 +0000</pubDate>
<dc:creator>zopassos</dc:creator>
<guid>http://zopassos.wordpress.com/?p=25</guid>
<description><![CDATA[As posições reacionárias de Barack Obama para a América Latinaº
Chris Carlson*
Tradução: Jos]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;"><strong><a href="http://zopassos.wordpress.com/files/2008/05/obama.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-26" src="http://zopassos.wordpress.com/files/2008/05/obama.jpg?w=300" alt="Barack Obama" width="300" height="222" /></a>As posições reacionárias de Barack Obama para a América Latinaº</strong></span><br />
<strong>Chris Carlson*</strong><br />
Tradução: José Otavio D'Acosta Passos</p>
<p>º publicado originalmente (em inglês) em <a href="http://www.zcommunications.org/znet/viewArticle/16946">ZNet</a> no dia 23 de Março de 2008</p>
<p class="byline" style="text-align:justify;margin:auto 0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Enquanto os progressistas dos Estados Unidos estão surfando uma onda de euforia com a esperança Democráta Barack Obama e sua promessa de mudança, as pessoas na América Latina tem muito menos razão para gozá-la. Na verdade, considerando alguns comentários recentes, a América Latina pode esperar inclusive mais agressividade política de Barack Obama do que viu durante o governo Bush.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">A América Latina tem sido considerada há muito, como o quintal tanto pelos governantes dos EUA, como pelos críticos do imperialismo americano. Movimentos nacionalistas e revolucionários na América Latina expressam seu desejo de fugir dessa condição, e adquirir um desenvolvimento económico soberano.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">No entanto, os governantes dos EUA, da Doutrina Monroe à Truman, sempre viram a América Latina como uma região estratégica, com vastos recursos naturais e lucrativos mercados, que devem permanecer dentro da influência norte-americana, independentemente da vontade dos povos.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Barack Obama aparentemente tem as mesmas idéias. Algumas semanas atrás, ele expressou-as, chegando inclusive a usar o rótulo “quintal” (“backyard”).</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">“Nós temos sido tão obcecados com o Iraque e com o Oriente Médio, que temos negligenciado a América Latina, no nosso próprio quintal” disse ele em um discurso de campanha em Alexandria, Estado Virginia. [1]</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ele tem razão. O enfoque no Oriente Médio dado pelo governo Bush, deu algum espaço para que a América Latina respirasse da subversão e do intervencionismo dos EUA, tão comuns ao largo de sua história. No meio tempo, líderes da esquerda chegaram ao poder em toda a região, como nunca antes na série de revoluções democráticas denominadas de “Maré Rosa” (“Pink Tide” [NT1]).</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Muitas pessoas de esquerda, tem visto esses acontecimentos como um gigantesco florescer de democracia popular e participação das massas, e uma clara ruptura com as democracias elitistas do passado. As massas têm sido relativamente livres para escolher esquerdistas e líderes nacionalistas nas eleições democráticas, sem que eles fossem derrubados pela intervenção dos EUA, com algumas exceções. [2]</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Mas Barack Obama não vê dessa forma. Na realidade, ele aparentemente interpreta esses acontecimentos como problemas, que foram negligenciados pelo governo Bush, como alertou recentemente:</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">“A China tem enviado diplomatas, especialistas em desenvolvimento económico e fazendo conexões por toda América Latina. Eles tem garantido acordos comerciais e contratos. E nós ignoramos a América Latina para nosso próprio risco. [3]</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Em outras palavras, a negligência dos EUA no seu quintal, permitiu que a América Latina tivesse liberdade de comercializar com outros países, como a China; seguramente uma ameaça aos interesses das corporações norte-americanas. Na verdade, a guinada à esquerda da América Latina ameaça os interesses económicos dos EUA à medida em que os países buscam tomar o controle de seus recursos naturais, diversificar suas economias, e romper com a dependencia de importações dos Estados Unidos.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"><span> </span></span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">É, óbviamente, direito de qualquer nação soberana fazer essas coisas, se assim o desejar, e os líderes da América Latina, como Hugo Chávez da Venezuela e Rafael Correa do Equador, argumentariam que essas medidas são absolutamente essenciais para o desenvolvimento da região.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Mas Barack Obama vê isso como um problema; como resultado do abandono dos EUA na região e aparentemente esperando reverter essas mudanças democráticas na América Latina. Durante a participação em um debate recente, em Austin, no Estado do Texas, ele insinuou que o descuido dos EUA na região, permitiu que líderes como Hugo Chávez, da Venezuela, tivessem liberdade demais.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">“Nossa atenção na América Latina foi desviada… Não é nenhuma surpresa, então, que vejamos pessoas como Hugo Chávez e países como a China, ocuparem o espaço, porque nós temos sido negligentes com isso” disse ele. [4]</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">E Chávez, parece ser um problema particular para Obama; a ponto de levá-lo a incluir a Venezuela na lista de Estados bandidos (“rogue states”), junto com Cuba, Irã e Síria, e expressar sua oposição ao presidente venezuelano em um discurso recente:</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">“Eu geralmente não concordo com as políticas de Chávez e como ele têm tratado seu povo” disse. [5]</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Aparentemente não importa se o povo venezuelano concorda com as políticas de Chávez, e tem mostrado em repetidas ocasiões apoio à ele em eleições democráticas e abertas. Obama evidentemente vê a Venezuela como um “Estado bandido” não porque é uma ameaça à segurança, mas porque “[Chávez] têm usado as receitas petroleiras para trazer problemas aos EUA” como disse recentemente. [6]</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Realmente, muitos países latino-americanos têm ficado “loucos” com a idéia de que podem usar seus recursos naturais como queiram, sem precisar respeitar os interesses dos Estados Unidos. A Venezuela de Chávez e a Bolívia de Evo Morales são alguns dos quais nacionalizaram seus recursos naturais, e começaram a usar sua receita como lhes parece correto.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Arial;">Em especial Hugo Chávez</span><span style="font-family:Arial;">, tem usado as receitas petroleiras da Venezuela para financiar projetos conjuntos com outros países e para incrementar o comércio regional entre os países da América Latina. Suas políticas têm o objetivo de diversificar a economia venezuelana, comprometendo a dependencia da região com os EUA. [7]</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Se isso é ao que Obama se refere como trazer problema (“stirring up trouble”), ele tem razão de que essas políticas não atendem aos interesses das corporações norte-americanas, que buscam dominar os mercados e recursos dos países da América Latina. No entanto, os povos da América Latina não deveriam decidir como usar as receitas de seus recursos naturais? Ou essa é uma decisão que deve vir de Washington?</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tudo isso nos faz pensar como Barack Obama pode agir para a América Latina se ele for eleito em Novembro. O senador já disse que está disposto a se reunir com os adversários dos EUA, incluíndo Raul Castro de Cuba e Hugo Chávez da Venezuela, no entanto ele não disse nada sobre se vai ou não continuar a antiga política dos Estados Unidos de subverter governos de esquerda na região.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Realmente, se os comentários de sua assessora para política internacional, Samantha Power, são algum indicativo, não é uma imagem muito promissora. Samantha Power, uma grande defensora dos bombardeios dos EUA na Sérvia, em 1999, se referiu às políticas internas de Chávez como “muito problemáticas” em uma entrevista recente, e sugeriu que Obama estaria procurando mudanças nas políticas venezuelanas.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">“Se... Chávez continua a desviar-se do que Obama considera como normas internacionais para a política interna, então isso é um problema”, disse Power. [8] </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Power foi além e disse que o governo Obama enfocaria no “que Chávez faz de errado do ponto de vista do povo venezuelano.” Isso pede uma pergunta óbvia: não é tarefa de o povo venezuelano decidir isso?</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">No entanto, apesar de Obama promover a “mudança” nos Estados Unidos, ele aparentemente não apoia mudanças progressistas no quintal da América. Por mais de um século, a subversão e intervencionismo dos EUA na região tem sido constantes, tanto por parte de governos Democratas como Republicanos, derrubando ou neutralizando toda e qualquer ameaça ao domínio dos EUA. Assim, apesar de ele ser o mais progressista dos candidatos presidenciais, parece muito pouco provável que ele aceite os esforços da América Latina para liberar-se.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ao contrário, parece que a maior preocupação de Obama é o declínio da influência dos Estados Unidos na região. Ao contrário do governo Bush, que esteve ocupado com o Oriente Médio, Barack Obama parece convencido a virar o olhar (“gaze” NT2) de Washington para o seu “quintal” do sul.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Ele vem promovendo a criação de uma “nova aliança pelo progresso”, em alusão à política original de John F. Kennedy para frustrar revoluções sociais na América Latina e salvaguardar os interesses e domínio dos EUA. Apesar de esporádicamente criticar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte, NAFTA, (o que recentemente se decubriu que era mera retórica política [9]), Obama também sugeriu que haverá pouca mudança nas ações de Washington pelo livre-comércio, uma doutrina que tem sido amplamente rejeitada pela maioria dos países latino-americanos.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Tudo isso poderia trazer sérias consequências para a expansão de movimentos de esquerda na América Latina, e podería significar um aumento nas ações abertas e ocultas para minar seus governos, inclusive com o aumento do apoio e transferencias financeiras, com respeito ao governo Bush, a grupos de direita alinhados com os EUA e outras forças contra-revolucionárias.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Obama também fez planos para aumentar as forças armadas dos EUA, o que parece significar que ele não teria aversão a ações militares. A assessora principal de Obama para Política Externa, Samantha Power certamente não teria, como ela manifestou em uma entrevista recente:</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">“Existem desafio à segurança nacional e humanitários lá fora, que exigirão a atenção da América, e às vezes isso exigirá atenção militar” disse ela. [10]</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">Se os países da América Latina podem esperar algo da presidencia de Barack Obama, é mais atenção de Washington. Se a história serve como indicador, isso não será favorável para a recente onde de revoluções democráticas na região.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">* Chris Carlson, 27, é um jornalista e ativista político norte-americano. Escreve para Venezuelanalysis.com e Socialistworker.org.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">1.<span>         </span>Durante discurso de campanha em Alexandria, Virginia, 10 de Fevereiro, 2008: http://www.youtube.com/watch?v=gopuefFpcx0 (inglês)</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">2.<span>         </span>O ex-presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide e o presidente venezuelano Hugo Chávez são duas raras exceções. O primeiro foi derrubado pelas forças armadas dos EUA em 2004 e o segundo foi temporáriamente deposto em um golpe apoiado pelos EUA em 2002.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">3.<span>         </span>Durante discurso de campanha em Alexandria, Virginia, 10 de Fevereiro 2008: http://www.youtube.com/watch?v=gopuefFpcx0</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">4.<span>         </span>Do Debate Democrático da CNN em Austin, Texas, 21 de Fevereiro, 2008: http://www.cnn.com/2008/POLITICS/02/21/debate.transcript/</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">5.<span>         </span>Durante discurso de campanha em Alexandria, Virginia, 10 de Fevereiro, 2008: http://www.youtube.com/watch?v=gopuefFpcx0 (inglês)</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">6.<span>         </span>Ibid.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">7.<span>         </span>Ver o artigo de Steve Elner, "Using Oil Diplomacy to Sever Venezuela's Dependence," 03 de Outubro de 2007, http://www.venezuelanalysis.com/analysis/2677 </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">8.<span>         </span>Durante uma entrevista em DemocracyNow! em 22 de Fevereiro, 2008: http://www.democracynow.org/2008/2/25/barack_obamas_senior_foreign_policy_adviser</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">9. <span>        </span>Notícia: http://www.startribune.com/politics/national/president/16200437.html</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">10.<span>      </span>Durante uma entrevista em DemocracyNow! em 22 de Fevereiro, 2008: http://www.democracynow.org/2008/2/25/barack_obamas_senior_foreign_policy_adviser</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">NT1 (nota do tradutor): termo usado nos EUA para descrever a recente onda de eleições de políticos nacionalistas e de esquerda na América Latina.</span></span></p>
<p class="msonospacing" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:small;">NT2 (nota do tradutor): olhar fixamente</span></span></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[China nucleară]]></title>
<link>http://ovidiana.wordpress.com/?p=41</link>
<pubDate>Sat, 03 May 2008 13:44:23 +0000</pubDate>
<dc:creator>ovidiana</dc:creator>
<guid>http://ovidiana.wordpress.com/?p=41</guid>
<description><![CDATA[http://www.gardianul.ro/2008/05/03/actualitate-c24/china_se_preg_te_te_pentru_al_treilea_r_zboi_mond]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">http://www.gardianul.ro/2008/05/03/actualitate-c24/china_se_preg_te_te_pentru_al_treilea_r_zboi_mondial-s113358.html</p>
<p style="text-align:justify;">Acesta este unul din articolele recent produse de presa românească. Şi acum întrebările:<!--more--></p>
<p style="text-align:justify;">E oare adevărată ştirea?<br />
Ce implică ea?<br />
Vrea China să se afirme şi din punct de vedere militar?<br />
Afirmarea asta are o tentă ofensivă, îi apucă nebunia expansionistă sau îşi văd în continuare de treabă ?<br />
Putem pune problema în zona alterităţii? Ne creem un nou duşman la care ne raportăm, acel celălalt?<br />
Cum rămâne cu islamismul?<br />
Are vreo legătură cu religia?<br />
De când ştiu americanii de baza chinezilor?<br />
Publicarea chestiunii e pusă la cale de americani doar ca să îşi legitimeze nişte posibile şi viitoare acţiuni?<br />
E în stare China să îşi atingă scopurile aparent declarate?<br />
A mai rămas ceva din vechea civilizaţie chineză înlăuntrul actualului popor chinez?<br />
Se va modifica şi mai tare balanţa mondială a puterilor?<br />
În cazul unui conflict "pe faţă", cine va avea de suferit şi în ce mod?<br />
Va fi o altă cursă a înarmărilor dar cu actori diferiţi de această dată?<br />
Va fi vorba de NATO versus Shanghai 5?<br />
Ce mai era.. hmm..  a da.. alte întrebări "la modă": se va adeveri previziunea lui Nostradamus cum că rasa galbenă va controla pământul? O face deja economiceşte? şi sunt evidente semnele Apocalipsei ce va să vie?</p>
<p style="text-align:justify;">Nu voi răspunde deocamdată la nici una din întrebările care îmi tot zumzăie pe la urechi, cel puţin nu acum (licenţaaaaaaaaa).<br />
Dar mi-a venit în cap o chestie spusă la un moment dat nenea Einstein:  <em><strong>I know not with what weapons World War III will be fought, but World War IV will be fought with sticks and stones.</strong></em></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Gianni Alemanno, noul primar al Romei, promite măsuri severe contra infractorilor imigranţi]]></title>
<link>http://politicianiste.wordpress.com/?p=134</link>
<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 07:23:33 +0000</pubDate>
<dc:creator>bătăiosu</dc:creator>
<guid>http://politicianiste.wordpress.com/?p=134</guid>
<description><![CDATA[
Pentru prima data in ultimii 15 ani, Primaria Romei a fost castigata de un primar de dreapta in per]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p><span style='text-align:center; display: block;'><object width='425' height='350'><param name='movie' value='http://www.youtube.com/v/Et4lNVNdqbE'></param><param name='wmode' value='transparent'></param><embed src='http://www.youtube.com/v/Et4lNVNdqbE&rel=0' type='application/x-shockwave-flash' wmode='transparent' width='425' height='350'></embed></object></span></p>
<p>Pentru prima data in ultimii 15 ani, Primaria Romei a fost castigata de un primar de dreapta in persoana lui Gianni Alemanno, un fost neofascist care face acum parte din partidul de centru-dreapta al noului premier, Silvio Berlusconi. Gianni Alemanno a invins cu 53,6 la sută din voturi, după o campanie electorală care s-a concentrat pe măsurile luate impotriva imigranţilor. "Intenţia mea fermă este să fiu primarul tuturor cetăţenilor Romei, chiar şi al celor care nu m-au votat. Garantez tuturor că voi fi primarul lor, fără nici o prejudecată. Azi a invins intreaga Romă, nu doar o parte", a declarat Giani Alemanno.</p>
<p>Victoria lui Alemanno e o surpriză pentru italieni. A plecat de pe locul al doilea in sondaje şi părea să nu aibă şanse foarte mari in faţa lui Francesco Rutelli, care a mai fost de două ori primar la Roma. Alemanno este un fost neofascist care a trecut la partidul conservator Alianţa Naţională şi care a plasat in centrul campaniei sale securitatea şi lupta impotriva imigraţiei.</p>
<p>Prezentat drept perdant în sondaje, Alemanno, candidatul partidului Poporul Libertăţii (PdL) al lui Silvio Berlusconi, crease deja o surpriză în primul tur al alegerilor pentru primăria Romei, în 13-14 aprilie, obţinând 40,7% din voturi în faţa adversarului său de stânga Francesco Rutelli, care a obţinut 45,8%.</p>
<p>Vorbind el însuşi de un rezultat "miraculos", el a cerut locuitorilor Romei să participe la "marele vânt al schimbării care suflă peste Italia", după victoria lui Silvio Berlusconi la alegerile legislative.</p>
<p>La 17 aprilie, între cele două tururi de scrutin, Gianni Alemanno s-a dus la Paris pentru a-i întâlni pe Christian Blanc, secretarul de stat pentru dezvoltarea regiunii pariziene, şi pe Brice Hortefeux, ministrul imigraţiei, cu proiectul "de a crea o alianţă în privinţa problemelor de imigraţie".</p>
<p>"Dorinţa mea este ca preşedinţia franceză a Uniunii Europene să poată fi ocazia de a pune în aplicare o luptă comună împotriva imigraţiei clandestine, în special în ceea ce priveşte problema nomazilor", a declarat el.</p>
<p>"Trebuie să redevenim stăpâni la noi acasă", spunea el în spotul electoral, denunţând cei circa 20.000 de "imigranţi şi clandestini" care, potrivit lui, au "comis delicte şi continuă să trăiască la Roma". Pe aceştia, Alemanno a promis că îi va expulza.</p>
<p>Problema siguranţei a fost în centrul discursului lui Gianni Alemanno, care nu a exitat să exploateze violarea unei studente de către un roman, amplu mediatizată, pentru a acuza stanga că a neglijat securitatea oraşului şi a periferiei acestuia. De altfel, rivalul său electoral l-a acuzat zilele trecute că a regizat violul comis de Ioan Rus pentru a caştiga alegerile.</p>
<p>Gianni Alemanno a declarat in prima sa conferinta de presa de dupa anuntarea rezultatelor alegerilor, ca va lua toate masurile necesare pentru ca Roma sa devina un oras sigur.</p>
<p>El a asigurat ca primul sau gest ca primar va fi dedicat sotului Primarul ales a spus ca intentioneaza sa ceara convocarea comitetului regional de ordine si siguranta pentru a lua toate masurile necesare pentru ca astfel de acte sa nu se mai intample, scrie Il Messaggero in editia sa online consultata de Hotnews.</p>
<p>Născut în 3 martie 1958 la Bari, Alemanno este de profesie jurnalist şi şi-a luat târziu, în 2004, licenţa în amenajarea teritoriului. El a militat încă de tânăr în partidul neofascist Mişcarea Socială Italiană (MSI), fiind din 1988 până în 1991 secretarul naţional al organizaţiei de tineret a acestuia.</p>
<p>A fost arestat în 1982 pentru că a aruncat un cocteil Molotov asupra ambasadei Uniunii Sovietice de la Roma şi a făcut opt luni de închisoare.</p>
<p>Alemanno a intrat în Camera Deputaţilor în 1994, sub eticheta Alianţei Naţionale (dreapta conservatoare) şi a devenit ministru al agriculturii (2001-2006) în guvernul lui Silvio Berlusconi.</p>
<p>surse: <a href="http://www.cotidianul.ro/gianni_alemanno_de_la_neofascism_la_primaria_romei-44541.html">Cotidianul</a> , <a href="http://www.ziua.ro/news.php?data=2008-04-26&#38;id=6089">Ziua</a> , <a href="http://www.romanialibera.ro/a123498/noul-primar-al-romei-promite-masuri-severe-pentru-a-nu-se-mai-repeta-cazul-mailat.html">Romania Libera<br />
</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mircea Snegur neagă faptul că România l-a convins să înceapă războiul cu Transnistria]]></title>
<link>http://politicianiste.wordpress.com/?p=132</link>
<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 06:38:42 +0000</pubDate>
<dc:creator>bătăiosu</dc:creator>
<guid>http://politicianiste.wordpress.com/?p=132</guid>
<description><![CDATA[Primul preşedinte moldovean, a calificat drept &#8220;aberaţii care nu merită comentate&#8221; af]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Primul preşedinte moldovean, a calificat drept "aberaţii care nu merită comentate" afrimaţiile preşedintelui Vladimir Voronin.</p>
<p>"Este o aberaţie care nu merită comentată. Punct", a declarat Mircea Snegur pentru corespondentul NewsIn la Chişinău.</p>
<p>Preşedintele Voronin a spus, vineri, în cadrul emisiunii "Conversaţii cu preşedintele" de la postul de televiziune NIT că "cei de la Bucureşti l-au convins pe Snegur să înceapă războiul cu Transnistria". "Spun asta pentru că trebuie să cunoască toată lumea ce a fost", a declarat Voronin.</p>
<p>Teza potrivit căreia războiul din Transnistria a fost provocat de autorităţile de la Chişinău cu susţinerea Bucureştiului este ideea de bază a propagandei Tiraspolului, care declară cu orice ocazie că războiul a fost o consecinţă a intenţiei de anexare prin agresiune militară a Republicii Moldova şi Transnistriei de către România, intenţie căreia "poporul transnistrean i s-a opus, cu arma în mână".</p>
<p>Politologul Oazu Năntoi, care în 1991-1992 era consilierul preşedintelui Snegur, spune însă că la originea conflictului transnistrean a stat dorinţa Moscovei de a-şi menţine influenţa, în pofida destrămării URSS, asupra Republicii Moldova, care era pe cale de a-şi proclama independenţa. Greşeala preşedintelui Snegur, în această situaţie, a fost de a nu fi reuşit să evalueze corect situaţia şi de a fi răspuns provocărilor Moscovei, susţine politologul.</p>
<p>"Vladimir Nicolaevici (Voronin) profită de faptul că el controlează mass-media din Republica Moldova şi acreditează teze false", mai spune Oazu Năntoi.</p>
<p>Sursa:<a href="http://www.cotidianul.ro/mircea_snegur_considera_o_aberatie_ideea_ca_romania_l_a_convins_sa_inceapa_razboiul_cu_transnistria-44537.html"> Cotidianul</a></p>
<p>Pe aceeasi tema: <a title="Voronin se ia iar de Băsescu" rel="bookmark" href="../2008/04/26/voronin-se-ia-iarde-basescu/">Voronin se ia iar de Băsescu</a></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Israelul refuză armistiţiul propus de Hamas]]></title>
<link>http://politicianiste.wordpress.com/?p=126</link>
<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 11:19:48 +0000</pubDate>
<dc:creator>bătăiosu</dc:creator>
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<description><![CDATA[Israel a refuzat vineri propunerea formulată de gruparea Hamas de a semna un armistiţiu condiţion]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Israel a refuzat vineri propunerea formulată de gruparea Hamas de a semna un armistiţiu condiţionat pe o durată de şase luni în Fâşia Gaza, iniţiativă pe care a calificat-o drept un tertip menit să permită mişcării să se regrupeze, după ultimele confruntări.</p>
<p>"Hamas încearcă să obţină timp pentru a se regrupa şi reînarma. Nu ar fi nevoie de acţiuni defensive ale Israelului dacă Hamas ar înceta să comită acte de terorism împotriva israelienilor", a declarat purtătorul de cuvânt al Guvernului israelian, David Baker.</p>
<p>"Israelul va continua că acţioneze pentru a-şi proteja cetăţenii", a adăugat Baker, referindu-se aparent la atacurile aeriene israeliene şi la raidurile din Fâşia Gaza.</p>
<p>În urma discuţiilor cu mediatorii egipteni, Hamas a cerut, joi, încetarea mutuală a ostilităţilor în Gaza dar şi încheierea blocadei devastatoare impusă de Israel în Fâşia Gaza.</p>
<p>Gruparea Hamas deţine controlul asupra Fâşiei Gaza, în timp ce preşedintele Autorităţii Palestiniene Mahmoud Abbas exercită puterea din Cisiordania. Hamas ceruse anterior implementarea simultană a unui armistiţiu în ambele  zone.</p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Ucraina a trecut România pe lista neagră]]></title>
<link>http://bataiosu.wordpress.com/?p=472</link>
<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 08:40:01 +0000</pubDate>
<dc:creator>bătăiosu</dc:creator>
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<description><![CDATA[Ultimele declaratii la adresa Kievului din partea presedintelui rus Vladimir Putin, care a pus la in]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Ultimele declaratii la adresa Kievului din partea presedintelui rus Vladimir Putin, care a pus la indoiala integritatea teritoriala a Ucrainei, ca si cele ale sefului Statului Major al armatei ruse Iuri Baluevski, care a amenintat-o cu "masuri, inclusiv militare" in cazul aderarii la NATO, au servit drept argumente expertilor. Acestia atrag insa atentia ca Rusia nu este singurul adversar al Kievului in regiune.</p>
<p>Potrivit publicatiei „Segod­nia", recentele declaratii ale presedintelui Traian Basescu, in opinia caruia "in anumite circumstante, sudul Ucrainei ar putea reveni in componenta Republicii Moldova", ar putea prefigura un potential conflict si cu Romania. Chiar daca nu au avut rezonanta amenintarilor lui Putin, considera sursa ci­tata, acestea nu elimina intru totul amenintarea Bucurestiului.</p>
<p><strong>Sapte amenintari majore</strong></p>
<p>Statul Major al armatei ucrainene a elaborat, mai demult, un scenariu cu sapte posibile amenintari la adresa securitatii Ucrainei din partea altor state. Desi Aleksandr Galaka, fost sef al Directiei centrale de informatii al armatei de la Kiev, nu a dorit sa precizeze care sunt aceste pericole, ziaristii de la „Segodnia" au intrat in posesia unei harti pe care Romania este indicata ca potential agresor.</p>
<p><strong>Scenarii nerealiste</strong></p>
<p>Conform scenariilor militarilor ucraineni, Romania figureaza dupa Polonia in privinta unui potential pericol la adresa securitatii ucrainene. Insa, in presa de la Kiev, in ordinea pericolelor, cap de lista este Romania, urmata de Polonia, Rusia, Turcia, conflictul transnistrean si Belarus.</p>
<p>Anatoli Lopata, fost sef al Statului Major al armatei ucrainene, considera insa ca aceste scenarii sunt rupte de realitate, iar declaratii precum cele ale lui Putin sau Baluevski, care, de altfel, este nascut intr-o localitate din vestul Ucrainei, nu trebuie excesiv dramatizate. "Fiecare isi apara interesele. Ucraina este foarte importanta pentru Rusia, de aceea Moscova nici nu-si poate imagina ca tara noastra ar putea sa adere la NATO sau la un alt bloc rival", a afirmat Lopata.</p>
<p>In privinta "amenintarii" Bucurestiului, si Aleksandr Galaka a trebuit sa recunoasca faptul ca atat Romania, cat si Polonia sau Turcia sunt membre ale NATO si nu pot sa porneasca de capul lor un razboi. Nici secretarul adjunct al Consiliului pentru securitate si aparare de la Kiev, Stepan Gavris, nu considera ca realiste pericolele enumerate, mai ales pe cele venind din partea unor tari membre ale NATO, o alianta la care si Ucraina inca spera sa adere candva.</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tânărul jurnalist al anului]]></title>
<link>http://infostudenti.wordpress.com/?p=216</link>
<pubDate>Wed, 23 Apr 2008 08:58:35 +0000</pubDate>
<dc:creator>infostudenti</dc:creator>
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<description><![CDATA[Freedom House  România, împreună cu Edipresse AS şi Vodafone  – sponsor fondator, lansează a ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><strong>Freedom House  România, împreună cu Edipresse AS şi Vodafone  – sponsor fondator, lansează a X-a  ediţie a concursului “Tânărul Jurnalist al Anului”.</strong> </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Pentru înscriere,  candidaţii sunt invitaţi să trimită <strong>3 articole, publicate în  cursul anului 2007 </strong>si un CV. Fiecare articol trebuie însoţit de  un scan sau de o fotocopie.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Articolele trebuie  să fie la prima participare la un concurs de acest gen.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Candidaţii se  pot înscrie la o singură secţiune de concurs. De asemenea, candidaţii  care au câştigat Marele Premiu în cadrul ediţiilor anterioare nu  mai pot participa la concurs.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Pentru fiecare  secţiune în parte va fi desemnat cel mai promiţător tânăr jurnalist  (vârsta maximă 35 de ani) care a publicat, în cursul anului 2007,  articole tratând subiecte din domeniile stabilite.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Secţiunile celei  de-a X-a ediţii a concursului sunt:</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><strong>Actualitate  internă/Reportaj </strong>(susţinută de GlaxoSmithKline)</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><strong>Politică externă  şi afaceri europene </strong>(susţinută de Rompetrol)</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><strong>Economie/Afaceri  si Finanţe/Bănci </strong>(susţinută de UniCredit Ţiriac Bank)</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><strong>Cultură </strong> (susţinuta de Vodafone)</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><strong>Ştiinţă  şi tehnologie </strong>(susţinută de Vodafone)</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><strong>Jurnalism interactiv  şi bloguri </strong>(susţinută de Vodafone)</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><strong>Mediu/Ecologie </strong> (susţinută de Eco-Rom Ambalaje)</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><strong>Media/Publictate </strong> (sustinuta de The Group)</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><strong>Responsabilitate  Sociala Corporativa</strong> (sustinuta de Vodafone)</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Înscrierile se  vor face până la data de <strong>15 mai 2008.</strong></span></p>
<ul type="disc">
<li><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">prin poştă: Freedom    House România, Bd. Ferdinand, nr.125, sector 2, Bucureşti</span></li>
<li><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">prin e-mail: </span><a href="mailto:tja@freedomhouse.ro" target="_blank"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><span style="text-decoration:underline;">tja@freedomhouse.ro</span></span></a></li>
</ul>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><strong>Jurizare şi  premiere:</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Selecţia articolelor  va fi făcută de un juriu specializat, format din persoane cu experienţă  în mass-media. Juriul va avea în vedere tehnica jurnalistică, precum  şi capacitatea jurnaliştilor de a genera subiecte şi dezbateri pe  marginea acestora.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Pentru fiecare  secţiune se va oferi un <strong>Mare Premiu</strong> în valoare de <strong>5000 RON.</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">În cazul în  care juriul ajunge la concluzia că niciun articol înscris la o anumită  secţiune nu întruneşte calităţile aşteptate, nu se va acorda niciun  premiu, urmând ca suma respectivă să fie returnată sponsorului.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Concursul „Tânărul  Jurnalist al Anului”, ediţia a X-a, este o iniţiativă a <strong>Freedom  House România</strong>, <strong>Edipresse AS România</strong> şi <strong>Vodafone</strong> - sponsor fondator. Acest concurs, unic în presa românească, s-a  născut din dorinţa recunoaşterii publice şi promovării tinerilor  jurnalişti de talent, pe baza unor criterii profesionale de apreciere  a calităţii materialelor publicate. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">În luna iunie,  Freedom House, Edipresse şi reprezentanţii sponsorilor vor face cunoscuţi  câştigătorii în cadrul unei ceremonii de premiere care va fi preluată  de partenerii media  - <strong>TVR, Societatea Română de Radiodifuziune,  Hotnews.ro , Ziare.ro, ComunicateDePresă.ro, NewsIn.</strong></span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Pentru detalii,  contactaţi fundaţia Freedom House la:</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Tel: (021) 253  28 38</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Mobil: 0740 089  253</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Persoana de contact: </span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Cristiana Groza  ( </span><a href="mailto:cristiana@freedomhouse.ro" target="_blank"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><span style="text-decoration:underline;">cristiana@freedomhouse.ro</span></span></a><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"> )</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;">Mihai Poliţeanu  ( </span><a href="mailto:mihai@freedomhouse.ro" target="_blank"><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"><span style="text-decoration:underline;">mihai@freedomhouse.ro</span></span></a><span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:small;"> )</span></p>
]]></content:encoded>
</item>
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<title><![CDATA[Sugestão de monografia: impactos da política externa do presidente da Silva no bem-estar]]></title>
<link>http://gustibusgustibus.wordpress.com/?p=7060</link>
<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 14:23:08 +0000</pubDate>
<dc:creator>claudio</dc:creator>
<guid>http://gustibusgustibus.wordpress.com/?p=7060</guid>
<description><![CDATA[Sugestão gratuita para leitores ávidos por uma medida objetiva de bem-estar. Afinal, após quase 8]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<p>Sugestão gratuita para leitores ávidos por uma medida objetiva de bem-estar. Afinal, após quase 8 anos, qual o ganho líquido de bem-estar de todo este namoro com o bolivarianismo, a África, etc? Lembre-se de computar as variações nos preços do gás, petróleo, as transferências líquidas de dinheiro venezuelano para políticos brasileiros (pelo menos os do samba carioca, né?), o possível aumento no preço da energia elétrica, o aumento (?) do fluxo de comércio entre Brasil, África e China. Aliás, para os sindicatos de industriais, faça o cálculo e veja se exportamos produtos de "alto valor adicionado" para estes caras.</p>
<p>O tema é interessante. Lembre-se de conter seu lado normativo (eu mesmo estou me coçando) e fazer uma análise positiva apenas. Eu sei que muitos apoiadores do presidente da Silva acham esta história de "normativo" e "positivo" ruim, malvada e imperialista, mas eles morrem de raiva se a análise é normativa (como dizem ser tudo na vida).</p>
]]></content:encoded>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Teses sobre o novo império e o cenário político-estratégico mundial: Os Estados Unidos e o Brasil nas relações internacionais, por Paulo Roberto de Almeida]]></title>
<link>http://meridiano47.wordpress.com/?p=274</link>
<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 13:20:55 +0000</pubDate>
<dc:creator>Equipe de Colaboradores</dc:creator>
<guid>http://meridiano47.wordpress.com/?p=274</guid>
<description><![CDATA[Uma pequena, mas necessária, introdução
Vou propor algumas teses simples e diretas sobre o papel ]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<h3 style="text-align:justify;">Uma pequena, mas necessária, introdução</h3>
<p style="text-align:justify;">Vou propor algumas teses simples e diretas sobre o papel dos EUA no atual cenário da segurança internacional. Antes, contudo, preciso adiantar que parto de uma premissa fundamental para a discussão dessa questão e para meus propósitos explicativos: a segurança estratégica de um país tão “aroniano” e tão “westfaliano” como os EUA, não pode ser diferenciada ou separada das demais condições econômicas e ambientais que se traduzem em segurança para os negócios e para a vida dos seus cidadãos, o que significa a manutenção de um ambiente competitivo, externa e internamente, aberto aos méritos privados e às capacidades individuais, o que corresponde, exatamente, ao que são, em sua essência fundamental, os EUA. Para resumir o sentido geral dos argumentos contidos neste texto, eu diria, retomando o subtítulo deste ensaio, que os EUA configuram, no contexto internacional atual, duas características básicas: um poder aroniano e um Estado westfaliano. A noção aroniana remete, obviamente, às raízes do pensamento do grande cientista social francês, Raymond Aron, em especial a seus estudos sobre a guerra e a paz. Já o adjetivo histórico westfaliano se refere aos esquemas de reconhecimento recíproco da soberania exclusiva e excludente dos Estados-nações partícipes de um sistema de relações internacionais. De uma parte, os EUA são um poder aroniano por excelência, ou seja, um Estado que soube, melhor do que qualquer outro, no concerto de nações, conjugar e combinar os dois vetores essenciais de qualquer capacidade de projeção internacional. Esses vetores são constituídos, de um lado, por uma presença dilatada e ativa nos mais diversos foros e cenários abertos à sua diplomacia e, de outro, por uma poderosa ferramenta de afirmação do seu poder primário, isto é, sua força militar, que permanece incontrastável desde um século aproximadamente. O diplomata e o soldado, ainda que o primeiro apareça como bem menos eficiente do que o segundo, são os instrumentos sempre presentes da afirmação internacional ímpar desse hegemon relutante, desse decisor incontornável, de última instância, nos assuntos de segurança internacional e desse árbitro unilateral, por vezes arrogante, das questões de segurança de outros países, incapazes, por sua própria vontade e poder, de dirimir certas contendas ou de afastar certas ameaças.De outra parte, os EUA constituem também um Estado radicalmente westfaliano, no sentido em que eles serão, provavelmente, a última nação do planeta disposta a ceder soberania a qualquer entidade intergovernamental, internacional ou supranacional que possa ser chamada a exercer, pela evolução natural ou dirigida do direito internacional, competências reguladoras ou decisoras infringindo o mandato original conferido ao seu congresso, vale dizer, ao povo dos EUA. Contrastando com outras nações, da Ásia do Sul à América Latina, passando sobretudo pela Europa, mas também pelo Oriente Médio e pela África, que consentem em renunciar, por vezes alegremente, à sua soberania – em políticas macro e setoriais, em questões monetárias e até em matéria de defesa –, os EUA não são sequer relutantes quanto a isso: eles simplesmente não cogitam em colocar qualquer aspecto de sua soberania exclusiva, política, econômica e a fortiori militar, nas mãos de qualquer outro poder político que não seja o seu próprio Congresso e, em última instância, o seu povo. A China talvez possa ser um Estado tão “westfaliano” quanto os EUA, mas ela é muito pouco aroniana em sua natureza profunda e em seu modo de ser. Em suma, estamos falando, no caso dos EUA, de uma democracia irredutível e indivisível, isto é, não solúvel nas águas do direito internacional e não fracionável em partes menores. Dito isto, vejamos, em primeiro lugar, quais seriam as minhas poucas teses, simples, sobre a natureza essencial do poder dos EUA, para depois examinar, numa segunda etapa, seu papel na segurança internacional. <!--more--></p>
<h3 style="text-align:justify;">As entranhas do monstro imperial (nem tão monstro, nem tão imperial assim)</h3>
<p style="text-align:justify;"><em>1) Os EUA não são um império, no sentido formal da palavra. </em><br />
Um império é, basicamente, um sistema extrator de recursos por meio da coerção, o que não ocorre no caso dos EUA, que estão comprometidos com valores e princípios condizentes com a liberdade de mercados e as franquias políticas democráticas. Qualquer afirmação em contrário teria de comprovar que as ditaduras que os EUA apoiaram em várias partes do mundo, na era da Guerra Fria, foram obras construídas consciente e deliberadamente pelos EUA para assegurar um tipo qualquer de extração de recursos por via da coerção militar.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>2) Mesmo que os EUA se conformassem ao (e se aproximassem do) modelo histórico dos impérios, eles constituiriam um império de novo tipo, não diretamente interessados na construção de um poder hegemônico incontrastável e incontestável, como os impérios “extratores” do passado.</em><br />
Eles estão, sim, interessados em garantir, em primeiro lugar e quase que exclusivamente, a sua própria segurança e, em segundo lugar, em criar as condições para que essa segurança se expresse, não em termos diretamente militares, mas sim em termos econômicos, comerciais e financeiros, ou até em bens intangíveis, como são os valores da democracia, da livre iniciativa e da liberdade individual.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>3) A única hegemonia na qual os EUA estão legitimamente interessados é a hegemonia do livre-comércio.</em><br />
Em outros termos, os EUA estão interessados em um sistema de portas abertas no qual não subsistam restrições, ou que elas sejam muito poucas e não-discriminatórias, à atuação de suas empresas nas diversas frentes dos intercâmbios humanos e sociais que possam, de fato, estar (e ficar) abertos à criatividade de suas empresas e cidadãos.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>4) Nesse sistema de portas abertas, a única “ditadura” suscetível de ser criada pela hegemonia dos EUA é aquela que destrói todas as ditaduras.</em><br />
Estas são as bases indiscutíveis do “império” americano: a livre circulação de fatores de produção e de produtos da inteligência e da criatividade humanas. Esse é um sistema destruidor de todas as hegemonias conhecidas historicamente. Mas quem destrói todas as velhas hegemonias não é o poder comercial ou econômico dos EUA, e sim a força das suas idéias, idéias tão simples como as que venho expondo aqui.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>5) Nos últimos dois séculos de sua existência enquanto nação independente, os EUA exerceram, inquestionavelmente, um papel eminentemente positivo na história da humanidade.</em><br />
Isto se deu tanto em termos de liberdade econômica como no terreno das franquias democráticas e dos direitos humanos, não necessariamente porque os americanos são mais virtuosos do que outros povos, mas pela configuração específica de sua “civilização”. Seus valores básicos confundem-se com os do racionalismo iluminista, embora eles sejam extremamente confusos e contraditórios na hora de aplicá-los na prática, fruto de um regime de extrema liberdade individual, o que redunda eventualmente em disfunções localizadas.<br />
<em><br />
6) Os EUA são uma nação westfaliana, no sentido clássico da palavra, mas de âmbito universalista. </em><br />
Em outros termos, eles acreditam na soberania nacional, que no seu sistema nacional se confunde com a soberania popular, e não estão – e não estarão nunca – dispostos a renunciar a essa soberania em nome de qualquer sistema que se proponha administrar coletivamente a liberdade. Os EUA acreditam que a liberdade não precisa de administração centralizada, aliás, ela não necessita sequer de administração: a liberdade é, ou existe, ponto. Seu universalismo consiste em propor que todos os países vivam nas mesmas bases de soberania igualitária, que é a soberania da convivência pacífica tendo como única postura “agressiva” a competição comercial, ou seja, a conquista pelos méritos do que cada um tem ou pode oferecer de melhor.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>7) O westfalianismo americano não se coaduna com nenhum projeto integracionista, apenas com acordos de livre comércio, de implementação dos direitos de propriedade e com garantias de promoção e proteção de investimentos. </em><br />
Trata-se de uma integração “light”, compatível, filosoficamente, com o exercício das liberdades individuais nos demais planos da vida social. Os Estados Unidos são, ademais de westfalianos e aronianos, schumpeterianos, isto é, a favor da “destruição criativa”, o que significa uma constante remise en cause, ou contestação, das condições estabelecidas. Seu sistema econômico e social funciona com base no mérito, o que implica uma constante luta pelo sucesso, sobretudo de tipo econômico. É o que os economistas chamam de “market contestability”, aquilo que pode ser testado e contestado num sistema que funcione sem barreiras à entrada. Daí a desconfiança de princípio, histórica, dos EUA pelos esquemas preferenciais, tendência apenas revertida nas últimas duas décadas em favor de um minilateralismo de ocasião, em face das tendências regionalistas e da relutância dos muitos membros da OMC em se engajar num desmantelamento comercial verdadeiramente multilateral.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>8. Os valores essenciais da vida política, econômica e social americana – democracia, liberdade, representação, império da lei, iniciativa individual e recompensa pelos méritos – não são exportáveis.</em><br />
Não obstante, grande parte dos americanos, provavelmente a maioria, acredita sinceramente que os EUA são o farol da liberdade e que, como tal, deveriam levar esses valores a outros povos e nações. Daí um inevitável pêndulo entre duas posturas recorrentes, o isolacionismo e o envolvimento, que agitam de forma ambígua a história internacional dos EUA no último século e meio, aproximadamente.</p>
<p style="text-align:justify;">Aceitas, ou pelo menos propostas, estas simples teses sobre a posição dos EUA no plano mundial, venho agora à questão do seu papel na segurança internacional. Disponho, igualmente, de algumas outras breves teses sobre essa questão, que não pretendo elaborar substantivamente ou discorrer longamente sobre elas, basicamente por razões de espaço, mas acredito que elas sejam suficientemente explícitas para se justificarem a si mesmas. Vejamos, portanto, minhas “teses” sobre o papel dos EUA na segurança internacional.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><strong>Nem Ialta, nem Tordesilhas; apenas Westfália (e um pouco de Viena e Versalhes)</strong></h3>
<p style="text-align:justify;">9) Os EUA não se ocupam, nem pretenderiam se ocupar, da segurança mundial: eles se ocupam de sua própria segurança nacional e a de seus cidadãos e empresas, ponto.<br />
A despeito do fato que alguns intelectuais apreciem racionalizar os impulsos de política internacional dos EUA como divididos ambiguamente, entre, de um lado, um idealismo de tipo wilsoniano, e portanto engajados nos assuntos do mundo, e de outro, um realismo de extração bem jacksoniana, e portanto determinados a atender única e exclusivamente o seu próprio interesse nacional, a verdade é que os EUA não pretendem, por vontade própria, se imiscuir nos assuntos dos demais países, nem desejariam se ligar a outros países em esquemas permanentes de coordenação ou aliança militar.<br />
Os EUA acreditam que se bastam a si próprios e pretenderiam manter-se nessa situação, não fosse pelos apelos que lhes são feitos ou pelas demandas de ação externa que emergem inevitavelmente de um mundo complexo e constantemente agitado por ameaças latentes e recorrentes à segurança nacional americana. Os europeus, que viveram décadas sob a proteção do guarda-chuva nuclear americano, e deixaram de investir em sua própria segurança (e nem têm o desejo de fazê-lo), são os primeiros a chamar os EUA to the rescue quando eles têm de enfrentar alguns problemas em seu próprio jardim (como nos Bálcãs, por exemplo).</p>
<p style="text-align:justify;"><em>10) Os EUA não estão interessados em impulsionar nenhum esquema multilateral de segurança estratégica, de tipo onusiano ou outro, que consistiria em armar forças de intervenção que possam, de alguma forma, interferir com os seus próprios esquemas domésticos de segurança e de defesa nacional. Nisso, eles são westfalianos radicais.</em><br />
Não há nenhuma chance, no futuro previsível, que os EUA venham a concordar com a implementação prática do que está estipulado no artigo 47 da Carta da ONU, relativo ao estabelecimento de um Comitê de Estado Maior para assessorar e assistir o Conselho de Segurança em todas as questões relativas às necessidades militares do CSNU, inclusive quanto ao emprego e comando de forças colocadas à disposição desse Comitê. Os EUA nunca permitirão que tropas americanas, ou quaisquer forças suas, sirvam sob comando alheio, ainda que este seja formalmente da ONU, em situações que digam diretamente respeito à segurança e à defesa dos interesses dos EUA.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>11) Os EUA podem, eventualmente, vir a integrar-se a, de preferência liderando, esforços multilaterais que digam respeito à segurança de outros países – e, indiretamente, à sua própria – desde que percebam eventuais ameaças como suficientemente credíveis e suscetíveis de afetar, no plano colateral, a segurança de seus cidadãos e empresas em territórios estrangeiros. </em><br />
Em outros termos: forças americanas não são solúveis em qualquer “líquido” ou recipiente estranho à própria vontade do povo dos EUA, materializado em seu Congresso e na autoridade executiva, na pessoa do presidente. Não há hipótese de soldados americanos servirem sob qualquer outro comando que não os de seu próprio país. Não se trata aqui de isolacionismo; trata-se, simplesmente, de exercício de soberania plena, ou seja, irrenunciável.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>12) Os EUA mantêm, como regra de princípio, a decisão política de antepor-se e mesmo de sobrepor-se a qualquer outro poder, no plano da dissuasão e do balanço de forças, e de antecipar qualquer desafio estratégico, tendo estabelecido, para si mesmos, a postura de conservar uma supremacia estratégica clara e certa sobre qualquer outro poder exterior, amigo ou desafiante, sendo totalmente indiferentes quanto à natureza política ou ideológica desse suposto contendor. </em><br />
Isto significa que, independentemente do fato de disporem de supostos aliados estratégicos no âmbito da OTAN, ou indiferentes à situação de que contendores possam emergir de países hostis ao modo de vida americano – quer seja a antiga União Soviética ou a China atual –, os EUA sempre estarão dois ou três passos, pelo menos, à frente de possíveis poderes desafiantes. Esta atitude de dissuasão total e absoluta se aplica a todo e qualquer tipo de cenário estratégico e a toda a panóplia das ferramentas militares. Desse ponto de vista, a velha Europa da OTAN reduzida – a da Alemanha ocupada dos tempos da Guerra Fria – não se distinguia em absoluto da União Soviética inimiga: ambas tinhas de ser mantidas em estado de inferioridade estratégica, o que implicava, obviamente, um crescimento contínuo da capacidade ofensiva dos EUA. O mesmo pode ser dito dos dias atuais, aplicando esses princípios à OTAN ampliada, à nova Rússia, à velha China ou a qualquer outro Estado, vilão ou amigo. Não se trata, cabe deixar claro, de uma atitude belicista, mas tão simplesmente, de um seguro militar preventivo. A preeminência estratégica é a própria alma do sistema de segurança nacional americano.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>13) A segurança nacional americana não é concebida em termos exclusivamente ou mesmo essencialmente militares e nisso os EUA são perfeitamente aronianos. Eles integram, mais do que o soldado e o diplomata, também o cientista e o empresário em seus cálculos de preeminência estratégica. </em><br />
Na base desse sistema integrado de defesa nacional, que vai da concepção original à implementação prática dos princípios de segurança estratégica, encontra-se um conceito de organização social da produção que é propriamente marxista ou marxiano, pelo menos alegoricamente, em seu desenho e expressão: os EUA conceberam e desenvolveram um “modo inventivo de produção” que não encontra paralelo na história econômica mundial. Trata-se da mais perfeita máquina de produzir inovações, de qualquer tipo, inclusive as militares, que se conhece no sistema planetário. Se houvesse um “prêmio Nobel” para a defesa, ou para a guerra, os EUA também se situariam entre os primeiros contemplados, como ocorre, aliás, nos demais campos, com a possível exceção (ainda) das humanidades, ou seja, da literatura. Não se trata de uma máquina exclusivamente americana, pois ela integra cérebros de todas as partes do mundo, se trata apenas de uma máquina “made in USA”, como ocorre, aliás, nos prêmios Nobel da área científica.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>14) Os EUA não parecem dispostos a colocar todo o seu potencial à disposição do resto do mundo e provavelmente nunca o farão. </em><br />
Eles se contentam em fazer com que o resto do mundo seja um lugar não suficientemente ameaçador do ponto de vista dos interesses nacionais americanos. Ao garantir essa situação, os EUA estão contribuindo, de forma indireta, para a segurança do planeta, ao impedir a emergência de forças contestadoras da supremacia militar e estratégica americana.<br />
Se os EUA são “the world’s cop”, isto é, os policiais do mundo, eles têm de agir e se comportar, efetivamente, como o “porrete de última instância”, ou seja, como aquele poder acima do qual nenhum outro prevalece ou se mantém. Não se trata de uma atitude arrogante, imperial ou unilateral, como pensam muitos; apenas de um comportamento que é a própria essência do ser americano: não há poderes acima do xerife da aldeia.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>15) Os EUA não precisam de aliados ou parceiros militares, eles apenas desejam países que paguem a conta das operações militares ou de manutenção da paz que não sejam aquelas estritamente vinculadas à defesa do território americano ou da segurança de suas empresas e cidadãos.</em><br />
O conceito de “burden sharing”, no plano da ONU e das operações onusianas de imposição e de manutenção da paz, aplica-se exclusivamente no plano político e a esferas externas à segurança nacional americana. Ou seja, o compartilhamento de tarefas no plano da defesa e da segurança internacionais se referem a cenários estratégicos que se situam todos fora do território americano, apenas interagindo com esquemas nacionais de defesa na medida em que cenários estratégicos situados em outras latitudes e longitudes tenham ou exerçam algum tipo de impacto na segurança nacional americana.<br />
Foi exclusivamente em função do “burden sharing” que os EUA patrocinaram, numa primeira fase, as candidaturas da Alemanha e do Japão a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, isso ainda nos anos 1980. Com o passar dos anos, com o emasculamento da Rússia e a diluição da grande Alemanha no conjunto puramente hedonista da União Européia, os EUA deixaram de patrocinar o ingresso da Alemanha nesse foro restrito dos “mais iguais”, preferindo, por razões puramente estratégicas – e não mais de ordem orçamentária, como era o caso na fase de keynesianismo militar da era Reagan –, promover a ascensão do Japão e da Índia em tal foro.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>16) O conceito, a construção e a operacionalização prática da OTAN de forma nenhuma implicam em qualquer tipo de multilateralismo securitário ou estratégico da parte dos EUA. </em><br />
A OTAN é simplesmente um braço armado dos EUA para determinadas tarefas e funções específicas, uma das muitas ferramentas utilizadas, ao longo do seu processo de afirmação imperial, para ampliar sua capacidade de projeção externa, no plano militar e diplomático, e para contribuir à manutenção de uma mesma concepção civilizatória geral, no plano dos valores e dos princípios de organização econômica e social.<br />
A OTAN não deve ser vista apenas como uma aliança militar dotada de um conceito puramente defensivo – a proteção do Ocidente contra a ameaça militar soviética, de acordo com a doutrina do containment, inspirada por George Kennan – mas também como uma esfera de liberdade política e econômica, não necessariamente no sentido mais puro da palavra, como os exemplos de Portugal salazarista e da Turquia semicapitalista podem comprovar. Com esses flancos garantidos, a Espanha franquista era dispensável, mas se ela, por acaso, fosse estrategicamente relevante, também teria sido integrada ao baluarte da democracia.<br />
<em><br />
17) A OTAN não foi vitoriosamente militarmente: ela apenas cumpriu uma função defensiva, dissuasiva, de treinamento e de enquadramento dos países subordinados, sem mencionar o lado da demanda por equipamentos militares, que também faz parte do supply-side economics da indústria americana. </em><br />
A URSS manteve, na maior parte do tempo, uma capacidade ofensiva superior em forças de terreno, e talvez mesmo no terreno dos dispositivos nucleares. Ela tampouco foi “esgotada” pela competição armamentista, mas estiolou-se a si mesma. A URSS perdeu a competição em meias de nylon, não em equipamentos militares, ela implodiu, por sua própria incapacidade produtiva, por manter um sistema que não podia simplesmente funcionar. Mas isso já estava previsto desde 1919 pelo economista austríaco Ludwig Von Mises, que demonstrou logicamente a impossibilidade de cálculo econômico e, portanto, de funcionamento do processo produtivo, numa economia socialista.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>18. A OTAN assumiu, desde a derrocada (não derrota) do socialismo, funções bem mais abrangentes do que eram as suas no período da Guerra Fria. Isso não tem muita importância do ponto de vista americano, uma vez que ela é acessória à sua própria segurança nacional.</em><br />
A OTAN cumpre funções subsidiárias nos esquemas americanos de defesa, ainda que ela seja, hoje, algo bem mais amplo do que a coordenação de esquemas militares, uma espécie de ferramenta polivalente, numa palavra, um canivete suíço com administrador europeu e manipulador americano. Seu novo mandato lhe dá poderes para intervir praticamente em todos os assuntos, da luta contra as agressões ao meio ambiente e as violações aos direitos humanos à defesa da democracia e da paz, num cenário que há muito extravasou o Atlântico Norte, alcançando praticamente todo o mundo (com a exceção do universo, isto é, do espaço exterior, que permanece “americano”).</p>
<p style="text-align:justify;"><em>19) A OTAN e, de certa forma, também os EUA não parecem estar preparados para as novas ameaças, mais difusas do que claramente identificadas, ainda que o inimigo tenha contornos muito nítidos: trata-se do fundamentalismo islâmico.</em><br />
A OTAN estava teoricamente preparada para combater um inimigo claramente identificado, com divisões e instâncias de comando apoiadas em coisas tangíveis: tanques e canhões, navios e aviões, quartéis e linhas de comunicação, enfim, ferro, aço, cimento, um pouco de cobre. Hoje, isso não se aplica, pois o “inimigo” vive no próprio território e confunde-se com a população em geral ou com imigrantes honestos. A globalização, neste caso, traz um processo de declínio civilizacional – que é o do Islã em crise social e econômica e capturado por minorias ativistas – para dentro do Ocidente desenvolvido.<br />
Trata-se de uma ameaça que não assume contornos militares muito claros, e que não tem, provavelmente, nenhum perfil tático-militar preciso, mas poderosas implicações estratégicas, situadas mais no terreno da sociedade, como um todo, do que no campo dos quartéis-generais. Aliás, a arte da guerra, hoje, apresenta, bem mais, elementos de Sun Tzu do que aspectos de Clausewitz, mas pede, sobretudo, mais ações de inteligência do que operações de força bruta. Não se trata apenas do terrorismo islâmico, que é uma mera manifestação material de algo bem mais insidioso, o fundamentalismo islâmico. Este deriva do islamismo “normal”, constitui uma recusa direta da modernidade “ocidental” e se apresenta, materialmente, como uma mobilização de forças para destruir, material e humanamente, a diversidade ocidental e seus valores associados.<br />
A OTAN pode até estender um pouco mais seus cenários de atuação, mas não se trata de um terreno no qual seus pensadores e estrategistas tenham algo de relevante a trazer para o equacionamento do problema. A batalha é mais de idéias e de conceitos, de corações e mentes, do que propriamente um combate de trincheiras, aliás impossíveis a definir, ainda que essa nova guerra tenha alguns cenários privilegiados de atuação. Todos eles se situam no arco civilizacional do islamismo, que engloba mesmo os países que tinham feito opção por sua versão light, ou laica, em todo caso, separada do Estado. Nessa luta, a ignorância popular sustenta o obscurantismo político, num cenário no qual a democracia tem de enfrentar com transparência e bons modos um inimigo que se utiliza da mentira e da deception.</p>
<p style="text-align:justify;">20) A proliferação nuclear não constitui, de verdade, um problema militar, nem no plano dos Estados, nem ao nível dos grupos terroristas. Trata-se de um problema político e como tal deveria ser enfrentado.<br />
Durante a Guerra Fria, o mundo foi dividido a partir de Ialta, que é uma espécie de tratado de Tordesilhas da era contemporânea (ambos acordos falhos e incompletos). No mundo pós-Guerra Fria, o cenário é bem mais do tipo Congresso de Viena ou tratado de Versalhes, sem que os grandes atores consigam se entender sobre uma agenda comum que combine segurança com oportunidade para todos, como foi o caso em Bretton Woods. Uma das razões é, precisamente, o gênio que saiu da garrafa, a capacitação nuclear, difícil de engarrafar outra vez. Não há uma solução militar ao problema dos novos proliferadores e não há suficiente consenso entre os “donos” do gênio para domá-lo de maneira credível, o que implicaria em esforços credíveis para o desarmamento nuclear. A situação de impasse político deve persistir e mesmo uma nação poderosa como os EUA não conseguem controlá-la, em parte devido a um grande déficit de liderança política. Este é, provavelmente, o único terreno nas relações internacionais contemporâneas no qual os EUA não conseguem obter resultados isoladamente ou por iniciativas unilaterais e necessitam da cooperação de outros Estados, não necessariamente no plano multilateral. Um exemplo dessa necessidade está expressa na iniciativa tendente a controlar os fluxos civis de materiais nucleares, mais um clube restrito ao estilo do finado Cocom (hoje Wassenaer), dos grupos de Londres e do MTCR.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>21) O “fator China” não é propriamente um desafio militar aos EUA ou ao Ocidente, e sim uma recomposição dos dados do jogo econômico, uma “nova geografia”. </em><br />
A despeito de muitas especulações sobre o desafio militar ou estratégico chinês ao poderio incomensurável dos EUA, o que há é uma reestruturação dos fluxos de bens tangíveis e intangíveis no hemisfério norte (para esses efeitos, tanto China quanto Índia pertencem ao Norte, não ao Sul). A “nova geografia do mundo”, que alguns pretendem fundar a partir de intercâmbios concentrados no sul, na verdade já existe, e ela não é apenas comercial, mas sobretudo econômica e tecnológica, mas também financeira e de cérebros (eventualmente materializados em P&#38;D e propriedade intelectual).<br />
Essa “nova geografia” se manifesta na incorporação de novos grandes emergentes ao conjunto de países desenvolvidos, basicamente um clube constituído pela OCDE mais emergentes dinâmicos, que seriam os RICs, com grande ênfase na China e na Índia. A nova geografia econômica, que é também uma divisão mundial do trabalho, faz o mundo convergir pela primeira vez em dois séculos, a despeito mesmo da grande divergência nas rendas individuais. Os EUA já se adaptaram a ela, inclusive no terreno estratégico, de que é prova a parceria nuclear com a Índia. No terreno comercial, financeiro e tecnológico o que existe é uma simbiose cada vez maior entre os EUA e os emergentes asiáticos: tanto os chineses são dependentes da avidez de consumo dos americanos quanto estes são hoje dependentes da boa disposição dos asiáticos em continuarem financiando seus déficits.<br />
A América Latina não está a priori excluída da nova geografia, mas ela se exclui a si mesma quando recusa concluir acordos comerciais, estender garantias ao investimento direto estrangeiro, oferecer maior abertura em serviços ou outras rubricas. Ela se exclui, igualmente, quando se contenta em explorar suas vantagens ricardianas em recursos naturais, mas não avança na qualificação educacional da sua população, não investe o suficiente em ciência e tecnologia, mantém a desigualdade social em níveis inaceitáveis e apresenta um péssimo ambiente micro e macro para o mundo dos negócios.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>22) As ameaças aos EUA provindas da América Latina não são derivadas de qualquer desafio estratégico, mas emergem de fatores negativos internos (tanto aos EUA como à América Latina), ligados à economia da droga, basicamente. A oferta contínua de imigrantes, por outro lado, é um fator positivo, para ambos os lados, mas pode estar associado a outras fontes de criminalidade. </em><br />
Com uma demanda irrefreável dos EUA por drogas duras, não há dúvida de que qualquer plano de contenção atuando no “supply-side” econômico, apenas – como é o caso do Plano Colômbia – tende a não produzir resultados significativos, ainda que possa trazer benefícios residuais do ponto de vista do combate à narcoguerrilha. O problema da droga não será resolvido enquanto não for equacionado o lado da demanda. Mas, trata-se de um problema para os dois lados, pois ele tende a gerar, no território dos produtores e dos países de trânsito – o que é obviamente o caso do Brasil –, uma corrupção ativa dos agentes públicos, que atinge basicamente o sistema político e o aparato policial.<br />
No que se refere à oferta do fator humano, ela atende, igualmente, aos dois lados da equação, mas com desequilíbrios sociais e econômicos, pois os países exportadores retiram vantagens que eles não estão dispostos a renunciar, diminuindo, por outro lado, a pressão política para que os dirigentes políticos reformem suas instituições esclerosadas, ofereçam novas oportunidades de emprego local, qualifiquem educacionalmente suas populações e atuem decisivamente no plano das desigualdades distributivas. Os EUA retiram vantagens desse fluxo importador, mas eles se preparam para gastar inutilmente US$ 6 bilhões com um muro de fronteira rigorosamente inútil e ineficiente.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><strong>E o Brasil nisso tudo?</strong></h3>
<p style="text-align:justify;">O Brasil, no plano estritamente militar, é um país rigorosamente marginal, alheio aos grandes cenários estratégicos internacionais, como de resto a maior parte da América Latina. Tem certa importância no plano comercial, para algumas commodities e produtos de sobremesa, e pode tornar-se um ator relevante na nova matriz energética mundial, que emergirá paralelamente ao lento declínio da velha (150 anos) civilização do petróleo (aqui mais do lado dos combustíveis do que no plano industrial e tecnológico). Ainda não estamos prontos para a quarta revolução industrial, mas temos competências potenciais (científicas, pelo menos) para acompanhá-la.<br />
A rigor, não apresentamos nenhuma ameaça à segurança dos EUA, mas existem os que acreditam que os EUA representam uma ameaça à soberania brasileira. Como esse tipo de suposição se presta a alguma confusão mental, talvez fosse o caso de terminar este pequeno ensaio por algumas novas teses, breves, em relação à posição do Brasil no atual cenário de segurança internacional.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>23) O Brasil não tem um grande papel a cumprir, positivo ou negativo, no atual cenário estratégico internacional. Seu papel é residual e talvez seja mais relevante no caso de operações conduzidas no quadro das Nações Unidas, que a rigor não servem de parâmetro para nada, apenas para a manutenção do status quo. Se o Brasil tiver de assumir algum papel mais importante nessa vertente, a questão da cooperação militar com os EUA torna-se inevitável (e politicamente complicada).</em><br />
O Brasil é, como se sabe, um país soberanista, em todo caso bem mais do que outros na América Latina e na Europa, dispostos eventualmente a ceder soberania em troca de alguns benefícios materiais. O Brasil também aspira – e isso é histórico, mas se trata de uma reivindicação puramente elitista – fazer parte dos “mais iguais”, embora disponha de poucos atributos para tanto. As elites militares e diplomáticas – deixando de lado as elites políticas, extremamente fluídas para merecerem atenção – possuem essa inclinação oligárquica que visa colocar o país no inner circle da política mundial, agenda que nunca ganhou crédito entre as elites econômicas – também cambiantes e, sobretudo, desprovidas de visão internacional – para que elas sustentassem essa pretensão.<br />
O fato é que, com o Brasil dentro ou fora do Conselho, o cenário estratégico não mudará rigorosamente nada, nem para o Conselho, nem para o Brasil, e tampouco para o mundo, ocorrendo apenas e tão somente maiores despesas orçamentárias para o país, num engajamento que jamais foi discutido a fundo com a sociedade brasileira ou com seus representantes proclamados. A participação apresentaria, obviamente, maior impacto para as Forças Armadas, que teriam de revisar suas concepções estratégicas – mas essa é uma função talvez mais política do que militar – e sobretudo revisar toda a panóplia na qual se apóiam atualmente, com adaptação conseqüente de suas ferramentas de atuação.<br />
Grande parte da corporação militar parece preparada e estaria disposta a enfrentar esse esforço de revisão, mas esse cenário não depende da vontade dos militares, sequer dos políticos e das elites econômicas, e sim da capacitação da economia nacional como um todo. Trata-se de um processo lento e duvidoso, pois significa colocar o país num outro patamar de desenvolvimento que o atualmente seguido, que se apresenta bem mais como um lento arrastar de pés em direção da modernidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>24) O Brasil não tem ameaças credíveis vindas do imediato entorno regional (embora alguns atores se esforcem por criar artificialmente uma custosa, inútil e totalmente indesejada corrida armamentista). O nível de dissuasão requerido parece justificar, portanto, o baixo investimento efetuado nos instrumentos, ainda que isso não devesse refletir-se na capacitação e treinamento, sempre necessários. </em><br />
Não existe mais hipótese, sequer no plano teórico, de conflitos inter-estatais que possam envolver o Brasil em torno de disputas regionais, como ocorreu no passado em torno do Prata. Os conflitos são menores e residuais e tendem a ser equacionados por via diplomática, embora a prudência histórica recomende que um “grande porrete” esteja sempre pronto para oferecer a dissuasão necessária.<br />
Outras ameaças – como a narcoguerrilha, o crime organizado, eventualmente os neobolcheviques que insistem numa agenda de expropriação direta de terras – terão de ter um equacionamento basicamente policial, mas a inteligência militar e algum respaldo material das FFAA podem contribuir decisivamente para o afastamento de quaisquer riscos de transbordamento, inclusive fronteiriço. Nesse particular, a cooperação com os EUA é inevitável e desejável, embora condicionada a aspectos operacionais nem sempre bem-vindos do ponto de vista brasileiro.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>25) Não parece haver nenhuma ameaça à soberania brasileira na vertente amazônica, embora interesse a diversos atores, tanto à direita quanto à esquerda, agitar esse espectro, por razões peculiares a cada setor. A Amazônia será naturalmente integrada ao mainstream da economia brasileira – e internacional – à medida que seu imenso potencial venha a ser adequadamente identificado e explorado (e isso implica algum grau de desgaste em relação ao patrimônio existente).</em><br />
A Amazônia tem vários inimigos, mas os principais não são aqueles supostamente interessados em sua “internacionalização”, em princípio ecologistas ingênuos que podem estar a serviço de interesses externos (segundo rezam algumas lendas made in Brazil). Existem muitas paranóias e teorias conspiratórias em torno dessa questão, fabricadas por uma anacrônica esquerda antiimperialista e pela extrema direita nacionalista – geralmente composta de militares da reserva –, nenhuma delas justificada por dados credíveis da realidade. Lendas e fabulações não merecem, obviamente, ser objeto de quaisquer teses.<br />
No plano estritamente militar, o espectro pode servir para uma maior alocação de recursos, embora seja indesejável uma misallocation em função de esquemas dissuasórios que nunca serão testados na prática. A responsabilidade das autoridades militares é aqui enorme, pois uma eventual indução ao erro na elaboração orçamentária setorial redundará em investimentos custosos, desviando recursos de investimentos econômicos e sociais que são necessários para, não propriamente afastar temores totalmente infundados, mas para construir as bases do desenvolvimento sustentável naquela região.<br />
Os problemas da defesa amazônica parecem ter o mesmo teor das ameaças já aludidas anteriormente, derivadas da narcoguerrilha e do crime organizado, o que recomendaria uma adaptação do ferramental militar e policial a essas circunstâncias. Isso implica, igualmente, um maior grau de cooperação c